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Dinheiro
25/09/2008 - 20h21

Após reunião na Casa Branca, congressistas dizem que busca por acordo continua

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da Folha Online

Os legisladores norte-americanos ainda têm muitos temas a resolver antes de chegarem a um acordo final sobre o plano de socorro financeiro proposto pelo Tesouro dos Estados Unidos, de US$ 700 bilhões. As declarações foram dadas por congressistas democratas e republicanos que participaram hoje, na Casa Branca, de reunião convocada pelo presidente George W. Bush.

Os parlamentares estão "resolvendo isso", disse Jim Manley, porta-voz do senador Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado, em referência aos ajustes ainda necessários para aprovar o pacote. "Ainda há muitas questões a serem resolvidas. Estamos avançando, mas ainda há muito o que discutir", afirmou o porta-voz.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA

O senador participou da rodada de negociações organizada por Bush e que contou com a presença dos candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama (democrata) e John McCain (republicano).

Pablo Martinez Monsivais/AP
Presidente Bush se reúne com líderes do Congresso para discutir a crise financeira e tentar fechar um acordo para colocar em prático um socorro bilionário
Bush se reúne com líderes do Congresso para discutir a crise e tentar um acordo sobre o socorro proposto pelo Tesouro

Após o encontro, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que governo e legisladores continuam a trabalhar juntos para aprovar o pacote. Ou seja, nenhum acordo final foi alcançado.

"É clara a necessidade de urgência e entendimento para estabilizarmos mercados financeiros e prevenir uma pesada crise que afetará todos nos Estados Unidos", afirmou Perino.

Já o senador republicado Richard C. Shelby, que integra o Comitê de Bancos do Senado, afirmou ao sair da reunião que o anúncio de um acordo entre congressistas foi "prematuro" --a declaração foi dada ao jornal "New York Times".

Segundo ele, as bases para o acordo foram fechadas, mas não a aprovação do pacote imediatamente. "Eu não acho que nós já tenhamos um acordo."

Mais cedo, ao informarem um "acordo fundamental" para a aprovação do plano, um grupo de nove congressistas se mostrou otimista.

Antes da reunião com Bush, outro senador republicano, Robert Bennett disse, segundo o diário americano "The Wall Street Journal", estar confiante. Segundo ele, os congressistas chegaram "a um plano que vai passar pela Casa [dos Representantes, a Câmara dos Deputados dos EUA] e pelo Senado".

Sobre a reunião do fim da tarde, o senador republicano Robert Bennett a descreveu como um encontro produtivo. "Eu apreciei muito a participação dos meus colegas, ele ajudaram tremendamente. Nós focamos na solução do problema, mais do que na nossa postura política, e isso foi uma das coisas mais produtivas da reunião", disse.

"Chegamos a um acordo em uma série de pontos importantes", disse por sua vez o democrata Barney Frank, congressista que preside a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara. "Acredito que aprovaremos esse pacote antes dos mercados abrirem na segunda-feira [29]", afirmou por sua vez o senador republicano Bob Corker.

Bases do pacote

O pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo Departamento do Tesouro para controlar a crise financeira nos Estados Unidos seria liberado em prestações. De acordo com o divulgado até agora, uma primeira parcela de US$ 250 bilhões será disponibilizada imediatamente, com possibilidade de desembolso adicional de US$ 100 bilhões se necessário.

Segundo fontes citadas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Congresso também será capaz de bloquear a última prestação por meio de votação, caso não esteja satisfeito com a aplicação do programa.

Reuters
Na TV, Bush admite que os EUA estão imersos em crise financeira: "Sem ação do Congresso, os EUA podem afundar em pânico"
Na TV, Bush admite que os EUA estão imersos em crise financeira: "Sem ação do Congresso, os EUA podem afundar em pânico"

O pacote permitirá ao Departamento do Tesouro comprar no mercado financeiro papéis de risco, como os lastreados por hipotecas "subprime" (que reúne clientes com histórico de crédito duvidoso).

O acordo a que os congressistas chegaram deve incluir medidas que não estavam na proposta original do secretário do Tesouro, Henry Paulson, como limites às remunerações dos executivos dos bancos beneficiados pelo pacote, além de algum instrumento para que o governo recupere parte dos US$ 700 bilhões que pretende empregar para enxugar do mercado os títulos de risco.

Bush

Ontem, em discurso na TV, Bush disse que os Estados Unidos estão "imersos em uma grave crise financeira" e pediu a aprovação urgente do pacote. O presidente afirmou que foi obrigado a intervir para evitar o pânico financeiro e a recessão. "Se a ajuda não for aprovada, poupanças serão perdidas, os despejos aumentarão, empregos serão perdidos, empresas vão fechar e o país irá mergulhar em 'uma longa e dolorosa recessão", disse.

"Eu tenho profunda crença nas trocas comerciais livres, por isso me oponho à qualquer intervenção do governo", disse. Mas essas "não são circunstâncias normais. Os mercados não estão funcionando corretamente. Há uma disseminação da perda da confiança".

Origem

O atual momento da crise financeira americana tem em sua raiz a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed --todos eventos ocorridos na semana passada.

No início do mês já havia sinais de agravamento da situação: as duas gigantes hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac, também sem caixa, levaram o Tesouro a preparar uma ajuda de US$ 200 bilhões, para manterem as portas abertas. As duas, no entanto, passaram a ser controladas pelo governo, através da FHFA (Federal Housing Finance Agency), a agência financeira federal para o setor imobiliário residencial.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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