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Dinheiro
25/09/2008 - 21h17

Brics e Europa apóiam convocação de conferência mundial sobre a crise

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TAHIANE STOCHERO
do Agora, em Nova York

Reunidos nesta tarde em Nova York, alguns dos países com economias emergentes, conhecidos como Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), decidiram apoiar a iniciativa de Brasil e França para convocar uma reunião para discutir a crise financeira.

O encontro pode contar com a presença de chefes de Estado e de presidentes dos Bancos Centrais dos países atingidos. Dentre os temas discutidos estariam a criação de um fundo para apoiar o governo norte-americano e a regulamentação das transações internacionais.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA

A reunião de hoje ocorreu na sede da missão russa na ONU e contou com a presença dos ministros de Relações Exteriores dos quatro países do bloco. Há a possibilidade da conferência sobre a crise ocorrer em 17 de novembro no Brasil, quando será realizada uma reunião de ministros da Economia dos Brics para debater o tema.

"Eu discuti a questão com líderes de todo o mundo nestes dias aqui na ONU. Eu acredito que é necessário a estabilização e, além de ajudar o presidente Bush [George W.], temos de garantir a democracia e ter a certeza de que estes problemas não ocorram novamente", afirmou nesta tarde na ONU o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

O encontro sobre a crise foi proposto pelo presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva em discurso na abertura da 63ª Assembléia Geral da ONU na terça-feira. Lula pediu também o apoio do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, para que ele se engaje pessoalmente na iniciativa pois, segundo fontes diplomáticas, ambos acordaram que a desestabilização das finanças internacionais afeta diretamente a concretização das Metas do Milênio, propostas pela ONU para acabar com a pobreza do mundo até 2015.

A idéia foi reiterada também em discurso na ONU pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. "Minha convicção é que os presidentes e chefes de Estado dos países atingidos diretamente se reúnam, pois este é a maior crise financeira internacional após aquela que abalou o mundo capitalista nos anos 30", disse Sarkozy.

Na noite de ontem, Lula levou o tema para uma reunião a portas fechadas convocada por Brown no hotel onde o presidente brasileiro estava hospedado em Nova York. Na discussão, que contou a presença do premiê espanhol, José Luis Zapatero, da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, e um representante do governo australiano, além de José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Européia (órgão administrativo da União Européia), e os presidentes da Tanzânia e da União Africana, Jakaya Kikwete, houve consenso sobre a necessidade da regulamentação das transações financeiras.

"Nós achamos que é preciso regulamentar, não pode ficar solto. Veja, você tem, através dos bancos centrais se reuniram em Basiléia durante tanto tempo e estabeleceram regras para países emergentes. Por que não podem estabelecer regras para os países ricos? É apenas uma questão de disposição política e eu acho que está na hora de todo mundo ser regulamentado para que todo mundo saiba que há transparência no sistema financeiro mundial", disse Lula após sair da reunião.

Como Lula voltou a Brasília ontem à noite, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ficou encarregado de continuar a questão. Ainda na noite de ontem, Amorim jantou com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e hoje se reuniu com os Brics e com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.

Comentários dos leitores
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Como entender!!!
Venezuela é um país produtor de petróleo, certo???
Como se explica que p/ encher o tanque de gasolina naquele país, vc gastar Menos de R$ 2,00 Reais
Brasil é produtor de Alcool, certo?? Um dos maiores do mundo, aqui vc não enche o tanque por menos R$ 66,00 Reais.
Argentina é Exportadora de petróleo como a venezuela????
É produtora de Alcool, como o Brasil?????
Alguém me explica como o litro da gasolina argentina que é pura e não contem alcool na mistura, e quasi R$ 1,00 a menos que a do Brasil.
Sai mais barato encher o tanque na Argentina com gasolina pura, do que encher no Brasil com 25% de mistura de alcool.
Sinceramente, isto não tem explicação srs(as).
É UM ABSURDO
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