Republicanos retiram apoio ao pacote nos EUA; negociações devem ser retomadas
da Folha Online
As negociações para se chegar a um acordo sobre o pacote de US$ 700 bilhões para salvar o setor financeiro americano terminaram em impasse nesta quinta-feira (25) na Casa Branca, depois que os republicanos rejeitaram a proposta com a qual haviam concordado horas antes, em reunião com colegas democratas. As negociações devem ser retomadas nesta sexta-feira.
Segundo o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ"), os republicanos tentaram conduzir as negociações para um plano alternativo que, ao invés de exigir tanto dinheiro, permitisse aos bancos fazer seguros para os títulos "podres" --ligados a ativos de risco, como hipotecas "subprime", por exemplo-- em seus balanços.
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As negociações, que começaram por volta das 17h (em Brasília), foi interrompida perto das 23h30 (em Brasília) e devem ser retomadas hoje, segundo o diário americano "The New York Times" ("NYT").
Os democratas responsabilizaram o candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, pelo impasse, segundo a reportagem. "[O senador McCain] aparece para a reunião e, de repente, perdemos todo o apoio dos republicanos com quem trabalhamos nos últimos cinco dias", disse ao "WSJ" a deputada democrata Ellen Tauscher. "Esse tem de ser um acordo bipartidário. Infelizmente os republicanos saíram de campo."
A reunião foi realizada ontem na Casa Branca; estiveram presentes o presidente americano, George W. Bush, congressistas republicanos e democratas, os candidatos à Presidência dos EUA John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata) e o secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Auxiliares de McCain disseram que não havia um acordo à mão porque não havia apoio suficiente entre os republicanos para levar a proposta do pacote ao Congresso. Ele disseram, segundo o "WSJ", McCain tenta trabalhar para a preparação de um pacote que possa ser aprovado, que permita, por exemplo, que o Departamento do Tesouro tenha flexibilidade para fazer empréstimos, bem como comprar títulos "podres".
Quando a reunião começou, o líder republicano na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), John Boehner, disse que não podia apoiar o pacote; ele disse que seria viável uma proposta com um papel menor para o governo.
Após o encontro, diz a reportagem, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, pediu à presidente da Casa, Nancy Pelosi, que "não pusesse a perder" o pacote retirando o apoio dos democratas; ela disse que o que houve foi uma traição dos republicanos. "Não fui eu que pus a perder, foram os republicanos."
Segundo fontes ouvidas pelo "NYT" disseram que Obama fez diversas questões a Paulson, mas McCain quase não falou. Já o senador republicano Richard Shelby, que é membro do Comitê de Bancos do Senado, disse que "o acordo é que obviamente não há acordo".
Depois da reunião, o deputado Barney Frank, disse ter ficado chocado. "Estávamos prontos para fazer um acordo", disse.
Congressistas
Horas antes do encontro na Casa Branca, um grupo de nove congressistas de ambos os partidos informaram ter chegado a um "acordo fundamental" para votar o pacote.
"Chegamos a um acordo em uma série de pontos importantes", disse o presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Casa, o democrata Barney Frank. "Acredito que aprovaremos esse pacote antes dos mercados abrirem na segunda-feira [29]", afirmou por sua vez o senador republicano Bob Corker.
O acordo a que os congressistas chegaram deve incluir medidas que não estavam na proposta original do Tesouro, como limites às remunerações dos executivos dos bancos beneficiados pelo pacote, além de algum instrumento para que o governo recupere parte dos US$ 700 bilhões que pretende empregar para enxugar do mercado os títulos de risco.
A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, havia dito que as negociações para fechar o acordo sobre o pacote alcançaram "progresso significativo". "Acredito que fizemos progresso significativo, temos um esboço sobre o qual poderemos concordar", disse.
Bush
Na quarta-feira (24), Bush em um discurso na TV que os Estados Unidos estão "imersos em uma grave crise financeira" e pediu a aprovação urgente do pacote. O presidente afirmou que foi obrigado a intervir para evitar o pânico financeiro e a recessão. "Se a ajuda não for aprovada, poupanças serão perdidas, os despejos aumentarão, empregos serão perdidos, empresas vão fechar e o país irá mergulhar em 'uma longa e dolorosa recessão", disse.
"Eu tenho profunda crença nas trocas comerciais livres, por isso me oponho à qualquer intervenção do governo", disse. Mas essas "não são circunstâncias normais. Os mercados não estão funcionando corretamente. Há uma disseminação da perda da confiança".
Origem
O atual momento da crise financeira americana tem em sua raiz a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed --todos eventos ocorridos na semana passada.
No início do mês já havia sinais de agravamento da situação: as duas gigantes hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac, também sem caixa, levaram o Tesouro a preparar uma ajuda de US$ 200 bilhões, para manterem as portas abertas. As duas, no entanto, passaram a ser controladas pelo governo, através da FHFA (Federal Housing Finance Agency), a agência financeira federal para o setor imobiliário residencial.
Ontem também o banco americano JP Morgan Chase comprou as atividades da instituição de poupança e investimentos Washington Mutual, por US$ 1,9 bilhão, informou a FDIC, a agência do governo que garante os depósitos bancários.
O JP Morgan adquiriu os depósitos, bens e parte do passivo do Washington Mutual (WaMu), o segundo maior banco de sua categoria nos Estados Unidos. A aquisição cria a maior instituição americana de depósitos e poupança, com mais de US$ 900 bilhões em depósitos, destaca a FDIC no comunicado.
Em abril deste ano, o WaMu recebeu uma injeção de capital de US$ 7 bilhões do fundo de "private equity" (especializado em compra de participações de empresas pequenas ou em dificuldades) TPG, depois que o banco anunciou um prejuízo líquido de US$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre fiscal de 2008.
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Especial


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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