Na TV, Bush volta a dizer que aprovação de pacote de ajuda financeira tem urgência
da Folha Online
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta sexta-feira, em discurso na TV, que o governo vai conseguir aprovar o pacote de ajuda a setor financeiro, de US$ 700 bilhões, proposto no sábado (20). "Precisamos rapidamente de um plano de resgate dos bancos em dificuldades."
Bush disse que há desacordos sobre determinados aspectos do pacote, mas que não há discordância sobre a necessidade de se fazer algo para evitar maiores danos à economia.
Entenda a crise financeira que atinge os EUA
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Maioria dos americanos aprova ação do governo
| Pablo Martinez Monsivais/AP |
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| Após quebra de mais um banco, presidente dos EUA volta a pedir aprovação de pacote |
O presidente americano afirmou ainda que a negociação sobre a ajuda destinada ao setor financeiro "é um grande desafio para os legisladores". Bush afirmou que eles "querem expressar suas opiniões e têm esse direito". Bush, no entanto, foi categórico: "Vamos conseguir aprovar o pacote", afirmou, ressaltando que republicanos e democratas "vão se unir para chegar a um plano substancial".
O pronunciamento ocorre após mais um capítulo que demonstra a gravidade da crise financeira. O banco de poupança e investimentos ("savings & loans") Washington Mutual (WaMu) foi fechado pelo governo dos EUA na maior falência de um banco na história do país, e seus ativos bancários foram vendidos por US$ 1,9 bilhão ao JPMorgan Chase.
Antes do fato de ontem, aprofundaram a crise a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers; a venda do Merrill Lynch ao Bank of America; os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed (o banco central americano) e a ajuda de US$ 200 bilhões às duas gigantes hipotecárias americanas, Fannie Mae e Freddie Mac.
Negociação
Ontem, um grupo de congressistas democratas e republicanos havia sinalizado com um acordo para aprovação rápida no Congresso do pacote de US$ 700 bilhões proposto pela Casa Branca para fazer frente à crise financeira.
| Pablo Martinez Monsivais/AP |
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| Bush se reúne com líderes do Congresso para discutir a crise e tentar um acordo sobre o socorro proposto pelo Tesouro |
Algumas horas mais tarde, após o encerramento dos mercados, o líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, admitiu o impasse. "Sinceramente, não aconteceu nada nas últimas horas que possa nos ajudar no processo", afirmou Reid, após nova reunião entre democratas e republicanos.
Anteontem, o presidente George W. Bush fez um discurso em cadeia nacional de TV em que falou sobre o risco de uma recessão e em que pediu urgência para o Congresso.
Nos esforços para a aprovação, o presidente convocou ontem os dois candidatos à sucessão presidencial, Barack Obama (democrata) e John McCain (republicano), para articular um consenso que permitisse a tramitação rápida do plano anticrise, antes do recesso parlamentar.
McCain, Obama e as lideranças dos dois partidos no Senado e na Câmara dos Representantes (Deputados) participaram do encontro que, em princípio, apontava para um consenso, o que foi desmentido no início da noite de ontem.
"Nunca houve um acordo, mas eu acredito que a reunião foi importante para mover o processo adiante", afirmou o candidato republicano. As negociações devem ser retomadas ainda hoje.
Bases do pacote
O pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo Departamento do Tesouro para controlar a crise financeira nos Estados Unidos seria liberado em prestações. De acordo com o divulgado até agora, uma primeira parcela de US$ 250 bilhões será disponibilizada imediatamente, com possibilidade de desembolso adicional de US$ 100 bilhões se necessário.
Segundo fontes citadas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Congresso também será capaz de bloquear a última prestação por meio de votação, caso não esteja satisfeito com a aplicação do programa.
O plano permitirá ao Departamento do Tesouro comprar no mercado financeiro papéis de risco, como os lastreados por hipotecas "subprime" (que reúne clientes com histórico de crédito duvidoso).
O acordo a que os congressistas chegaram deve incluir medidas que não estavam na proposta original do secretário do Tesouro, Henry Paulson, como limites às remunerações dos executivos dos bancos beneficiados pelo pacote, além de algum instrumento para que o governo recupere parte dos US$ 700 bilhões que pretende empregar para enxugar do mercado os títulos de risco.
Origem
O atual momento da crise financeira americana tem em sua raiz a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed --todos eventos ocorridos na semana passada.
No início do mês já havia sinais de agravamento da situação: as duas gigantes hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac, também sem caixa, levaram o Tesouro a preparar uma ajuda de US$ 200 bilhões, para manterem as portas abertas. As duas, no entanto, passaram a ser controladas pelo governo, através da FHFA (Federal Housing Finance Agency), a agência financeira federal para o setor imobiliário residencial.
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Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
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Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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