Dinheiro
26/09/2008 - 11h39

Washington Mutual fecha na maior falência de um banco nos EUA

Publicidade

da Folha Online
com France Presse

A crise financeira apresentou novos sinais de agravamento nesta quinta-feira, com o fechamento do banco americano de poupança e investimentos ("savings & loans") Washington Mutual (WaMu). Os analistas definem o fechamento como a maior falência de um banco nos Estados Unidos.

O Washington Mutual, que já estava em dificuldades, foi fechado pelas autoridades americanas, que decidiram fazer o JP Morgan Chase recomprar, por US$ 1,9 bilhão, uma parte de suas atividades. Com sede em Seattle (Oeste), era o sexto banco americano em ativos.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA

O JP Morgan adquiriu os depósitos, bens e parte do passivo do (WaMu). A aquisição cria a maior instituição americana de depósitos e poupança, com mais de US$ 900 bilhões em depósitos, informou a Agência Federal de Garantias e Depósitos Bancários (FDIC, na sigla em inglês).

O JP Morgan Chase "planeja completar a maior parte da integração dos sistemas e a mudança da imagem até o final de 2010, após fechar ao menos 10% das agências", diz comunicado.

Em março deste ano, o JP Morgan já havia adquirido o Bear Stearns, em uma operação auxiliada pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano). O Bear teve de ser vendido devido às perdas e problemas causados pela crise das hipotecas 'subprime' (de maior risco).

Crise

O fechamento ocorre enquanto as preocupações aumentam nos mercados pelo impasse sobre o plano de resgate americano, de US$ 700 bilhões, discutido pelos parlamentares democratas e republicanos.

Ontem, um grupo de congressistas democratas e republicanos havia sinalizado com um acordo para aprovação rápida no Congresso do pacote de US$ 700 bilhões proposto pela Casa Branca para fazer frente à crise financeira.

Algumas horas mais tarde, após o encerramento dos mercados, o líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, admitiu o impasse. "Sinceramente, não aconteceu nada nas últimas horas que possa nos ajudar no processo", afirmou Reid, após nova reunião entre democratas e republicanos.

Por conta da falta de acordo, os mercados acionários iniciaram o dia com perdas. Assim, na manhã desta sexta-feira, o Fed, o Banco Central Europeu e seus colegas britânico e suíço anunciaram uma extensão de seus acordos excepcionais, os chamados "swap", para injetar dinheiro no mercado.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
joao martins (68) 27/11/2009 18h42
joao martins (68) 27/11/2009 18h42
Espero que o Governo não tenha emprestado dinheiro pros ricos, pois a saude está em frangalhos, por falta de dinheiro.Aqueles predios de 500 e 800 metros, eles poderiam penhorar e pagar todas as dividas. Não venham com a historia de que Dubai vai derrubar o mercado, pois é um desrespeito à inteligencia humana.. 2 opiniões
avalie fechar
Sergio Brasil (73) 27/11/2009 18h26
Sergio Brasil (73) 27/11/2009 18h26
Acabou a megalômania dos sheiks de Dubai. Imagina se tivessem que pagar todos os direitos da mão de obra ESCRAVA de indianos que construiram Dubai? Já estariam falidos faz tempo. Uma colunista da FOLHA já viajou para lá mas parece que não esqueceu de informar para seus leitores esta triste realidade. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4358)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca