Dinheiro
26/09/2008 - 14h41

Acordo sobre pacote pode estar pronto na segunda-feira, diz Casa Branca

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 14h59

As negociações sobre o pacote de ajuda ao setor financeiro, de US$ 700 bilhões, vão na direção certa e um acordo entre governo e Congresso sobre a forma final do plano de resgate pode estar pronto na segunda-feira (29), disse nesta sexta-feira a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

"Vamos continuar trabalhando nisso, não temos nenhum motivo para achar que não conseguiremos [chegar a um acordo] até segunda-feira", disse Perino. Ela disse que o presidente americano, George W. Bush, legisladores e conselheiros estão conversando hoje na tentativa de construir um consenso sobre o plano do governo. A porta-voz disse que Bush conversou na manhã de hoje com o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, e com o líder republicano na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), John Boehner.

"Ainda temos muita coisa a fazer, mas acredito que estejamos na direção certa", disse Perino.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA
Entenda as polêmicas sobre o pacote dos EUA
Maioria dos americanos aprova ação do governo

Pablo Martinez Monsivais/AP
Porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que acordo sobre pacote sai na 2ª
Porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que acordo sobre pacote sai na 2ª

Ela ainda afirmou que a Casa Branca vai ouvir as preocupações dos congressistas e buscar espaços para concordâncias. Segundo Perino, a reunião de ontem entre Bush, congressistas, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e os candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama (democrata) e John McCain (republicano) "foi muito construtiva em sua maior parte".

Hoje o líder da maioria do Senado dos EUA, o democrata Harry Reid, disse que o Congresso adiará o recesso parlamentar até que se chegue a um acordo sobre o pacote (o Congresso entraria em recesso hoje). "Vamos conseguir [chegar a um acordo] e permaneceremos em sessão o tempo necessário", disse Reid, segundo a agência de notícias France Presse. "Entendemos a urgência em lidar com a situação."

A reunião de ontem na Casa Branca terminou sem um acordo, depois que os republicanos rejeitaram a proposta do Tesouro. Horas antes, democratas e republicanos haviam sinalizado com um acordo para aprovação rápida do pacote no Congresso.

Hoje, Bush disse em pronunciamento na TV que o governo vai conseguir aprovar o pacote de ajuda a setor financeiro, de US$ 700 bilhões, proposto no sábado (20). "Precisamos rapidamente de um plano de resgate dos bancos em dificuldades", disse, acrescentando que há desacordos sobre determinados aspectos do pacote, mas que não há discordância sobre a necessidade de se fazer algo para evitar maiores danos à economia.

Bases do pacote

O pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo Departamento do Tesouro para controlar a crise financeira nos Estados Unidos seria liberado em prestações. De acordo com o divulgado até agora, uma primeira parcela de US$ 250 bilhões será disponibilizada imediatamente, com possibilidade de desembolso adicional de US$ 100 bilhões se necessário.

Segundo fontes citadas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Congresso também será capaz de bloquear a última prestação por meio de votação, caso não esteja satisfeito com a aplicação do programa.

O plano permitirá ao Departamento do Tesouro comprar no mercado financeiro papéis de risco, como os lastreados por hipotecas "subprime" (que reúne clientes com histórico de crédito duvidoso).

O acordo a que os congressistas chegaram deve incluir medidas que não estavam na proposta original do secretário do Tesouro, Henry Paulson, como limites às remunerações dos executivos dos bancos beneficiados pelo pacote, além de algum instrumento para que o governo recupere parte dos US$ 700 bilhões que pretende empregar para enxugar do mercado os títulos de risco.

Origem

O atual momento da crise financeira americana tem em sua raiz a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch ao Bank of America e os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed --todos eventos ocorridos na semana passada.

No início do mês já havia sinais de agravamento da situação: as duas gigantes hipotecárias americanas Fannie Mae e Freddie Mac, também sem caixa, levaram o Tesouro a preparar uma ajuda de US$ 200 bilhões, para manterem as portas abertas. As duas, no entanto, passaram a ser controladas pelo governo, através da FHFA (Federal Housing Finance Agency), a agência financeira federal para o setor imobiliário residencial.

Comentários dos leitores
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
avalie fechar
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4310)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca