Citigroup e Wachovia negociam possível fusão, diz jornal americano
da Folha Online
O banco Wachovia --quarto maior banco dos EUA-- iniciou negociações preliminares com o Citigroup sobre uma possível fusão, segundo publicou o site do jornal norte-americano "The New York Times" ("NYT") nesta sexta-feira.
Estas negociações estão em fase inicial, no entanto, nenhum acordo deve sair delas ainda, disseram fontes envolvidas no assunto à publicação.
O Wachovia, um grande banco com sede em Charlotte, esteve no meio das tensões sobre os sistema financeiro nas últimas semanas e voltou à cena hoje após a compra do Washington Mutual pelo JPMorgan Chase.
Um porta-voz do Wachovia não comentou a informação sobre as negociações com o Citigroup, segundo o "The New York Times". Se o negócio se concretizar, o Citigroup vai se associar a um dos mais importantes bancos de varejo nos EUA.
Na semana passada, fontes ouvidas pelo diário americano "The New York Times" também disseram que o banco americano Morgan Stanley considerava uma eventual fusão com o Wachovia ou mesmo algum outro banco.
O Morgan Stanley interrompeu as negociações de uma eventual fusão com o Wachovia depois que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) aceitou a proposta de transformar o Morgan e o Goldman Sachs em holdings, segundo fontes ouvidas pelo diário britânico "Financial Times" ("FT').
O estopim da crise financeira ocorreu na segunda-feira (15) com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers; a instituição pediu concordata, devido à falta de crédito junto a outras instituições bancárias e à recusa do governo em destinar recursos para reforçar seu caixa. Além disso, o Merrill Lynch foi vendido ao Bank of America e a seguradora AIG recebeu ajuda de US$ 85 bilhões do Fed.
Socorro
Para evitar que a crise viesse a causar uma escassez de crédito no sistema bancário mundial, seis dos principais bancos centrais do mundo anunciaram uma ação coordenada para enfrentar a crise; o Banco do Japão, o Fed, o BCE (Banco Central Europeu), o Banco da Inglaterra (BC do Reino Unido), o SNB (Suíça) e o Banco do Canadá injetaram na economia mais de US$ 200 bilhões.
No sábado (20), o governo do presidente George W. Bush propôs um resgate de US$ 700 bilhões para o setor financeiro durante dois anos, informou a imprensa local, citando um projeto de três páginas enviado ao Congresso. O plano daria ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, autoridade para comprar até US$ 700 bilhões em ativos relacionados às hipotecas para dissipar a grave crise financeira, segundo a imprensa norte-americana.
O pacote também permitirá aumentar o limite da dívida pública para US$ 11,3 trilhões e conceder ao secretário do Tesouro a autoridade para comprar, vender e manter hipotecas residenciais e comerciais, assim como garantias baseadas nessas hipotecas.
Impasse
O Congresso e o governo dos Estados Unidos estão em negociação sobre a aprovação do projeto. Ontem, reunião entre George W. Bush, congressistas, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e os candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama (democrata) e John McCain (republicano) acabou sem solução.
Horas antes, democratas e republicanos haviam sinalizado com um acordo para aprovação rápida do pacote no Congresso.
Hoje, Bush disse em pronunciamento na TV que o governo vai conseguir aprovar o pacote de ajuda a setor financeiro, de US$ 700 bilhões, proposto no sábado (20). 'Precisamos rapidamente de um plano de resgate dos bancos em dificuldades', disse, acrescentando que há desacordos sobre determinados aspectos do pacote, mas que não há discordância sobre a necessidade de se fazer algo para evitar maiores danos à economia.
A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse nesta sexta-feira que um acordo entre governo e Congresso sobre a forma final do plano de resgate pode estar pronto na segunda-feira (29).
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