Congresso dos EUA trabalha para chegar a acordo sobre pacote
da Folha Online
A tensa semana nos Estados Unidos, voltada para as negociações em torno da aprovação do pacote de ajuda ao setor financeiro, de US$ 700 bilhões, terminou sem acordo, mas com o consenso entre republicanos e democratas de que o plano é necessário e deve ser aprovado em breve. Nesse sentido, congressistas passarão o fim de semana debruçados sobre a proposta.
Em um breve pronunciamento na TV pela manhã, o presidente George W. Bush reafirmou a confiança na aprovação do plano pelo Congresso e reiterou a necessidade e urgência das medidas para a economia dos Estados Unidos.
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"Precisamos rapidamente de um plano de resgate dos bancos em dificuldades", disse, acrescentando que há desacordos sobre determinados aspectos do pacote, mas que não há discordância sobre a necessidade de se fazer algo para evitar maiores danos à economia.
| Pablo Martinez Monsivais/AP |
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| Porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que acordo sobre pacote sai na 2ª |
A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que as negociações vão na direção certa e um acordo entre governo e Congresso sobre a forma final do plano de resgate pode estar pronto na segunda-feira (29). "Vamos continuar trabalhando nisso, não temos nenhum motivo para achar que não conseguiremos [chegar a um acordo] até segunda-feira", disse Perino.
Na mesma linha foi o líder da maioria do Senado dos EUA, o democrata Harry Reid, que disse que o Congresso adiará o recesso parlamentar até que se chegue a um acordo. No entanto, afirmou, segundo o jornal "Wall Street Journal", que a Casa Branca precisa ser "mais realista".
O presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, por sua vez, ponderou sobre a aprovação depender de itens "não-negociáveis". Seriam a prestação de contas por parte do Departamento do Tesouro sobre o uso dos US$ 700 bilhões para comprar títulos "podres" e a limitação às remunerações dos executivos das empresas que se beneficiarem com o plano.
Nesta sexta-feira à tarde, a presidente democrata da Câmara, Nancy Pelosi, também se mostrou otimista, segundo o "New York Times". "Estamos de volta ás negociações", disse. Ela afirmou que os democratas têm visto progresso nas conversas em estão preparados para trabalhar o quanto for necessário, "e esperamos que não demore muito".
Impasse
Ontem, uma reunião na Casa Branca convocada por Bush (e que contou com os candidatos à Presidência dos EUA) terminou sem um acordo, depois que os republicanos rejeitaram a proposta do Tesouro. Horas antes, democratas e republicanos haviam sinalizado com um acordo para aprovação rápida do pacote no Congresso.
| Paul Sakuma/AP |
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| Washington Mutual foi comprado pelo JP Morgan Chase por US$ 1,9 bilhões, ontem |
A semana encerrou ainda com mais um capítulo que demonstra a gravidade da crise financeira. O banco de poupança e investimentos ("savings & loans") Washington Mutual (WaMu) foi fechado pelo governo dos EUA na maior falência de um banco na história do país, e seus ativos bancários foram vendidos por US$ 1,9 bilhão ao JPMorgan Chase.
Antes disso, aprofundaram a crise a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers; a venda do Merrill Lynch ao Bank of America; os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed (o banco central americano) e a ajuda de US$ 200 bilhões às duas gigantes hipotecárias americanas, Fannie Mae e Freddie Mac.
Soma-se a isso a notícia, após o encerramento do mercado acionário, que o banco Wachovia --quarto maior banco dos EUA-- iniciou negociações preliminares com o Citigroup sobre uma possível fusão, segundo publicou o site do jornal norte-americano "The New York Times" ("NYT").
Com a tensão acerca do pacote e as más notícias, os mercados acionários operam sob forte estresse. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) retrocedeu 2,02% no fechamento e recuou para os 50.782 pontos --no mês,a queda é de 8,8%. As Bolsas européias e asiáticas também caíram. Nos EUA, as Bolsas operaram a maior parte do dia em queda, mas se recuperaram no final -- o Dow Jones Industrial Average (DJIA) subiu 1,10%, e o S& 500 subiu 0,34%.
Bases do pacote
O pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo Departamento do Tesouro para controlar a crise financeira nos Estados Unidos seria liberado em prestações. De acordo com o divulgado até agora, uma primeira parcela de US$ 250 bilhões será disponibilizada imediatamente, com possibilidade de desembolso adicional de US$ 100 bilhões se necessário.
O Congresso também será capaz de bloquear a última prestação por meio de votação, caso não esteja satisfeito com a aplicação do programa.
O plano permitirá ao Departamento do Tesouro comprar no mercado financeiro papéis de risco, como os lastreados por hipotecas 'subprime' (que reúne clientes com histórico de crédito duvidoso).
O acordo a que os congressistas chegaram deve incluir medidas que não estavam na proposta original do secretário do Tesouro, Henry Paulson, como limites às remunerações dos executivos dos bancos beneficiados pelo pacote, além de algum instrumento para que o governo recupere parte dos US$ 700 bilhões que pretende empregar para enxugar do mercado os títulos de risco.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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