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Dinheiro
27/09/2008 - 06h36

Bancos brasileiros lideram lista das 50 marcas mais valiosas da América Latina

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da Folha Online

Três bancos brasileiros lideram a lista das 50 marcas mais valiosas da América Latina, segundo o 1º Ranking Interbrand feito para a região, divulgado neste sábado. Segundo a principal consultoria internacional de avaliação de marcas, em primeiro lugar está o Itaú, cujo valor da marca é de US$ 5,962 bilhões, seguido do Bradesco (US$ 5,213 bilhões) e Banco do Brasil (US$ 4,429 bilhões).

Joel Silva/L. C. Leite/Folha Imagem
Os maiores bancos privados do Brasil lideram ranking das marcas mais valiosas na AL
Os maiores bancos privados do Brasil lideram ranking das marcas mais valiosas na AL

Após as instituições financeiras, aparecem empresas de construção e telecomunicações. Na quarta posição consta a mexicana Cemex (US$ 3,998 bilhões), seguida pelas empresas de telefonia Claro (US$ 3,593 bilhões) e Telmex (US$ 3,482 bilhões).

Nas dez primeiras posições, o Brasil aparece ainda em sétimo, com a Petrobras, cuja marca foi avaliada em US$ 3,073 bilhões) e em nono, com o Unibanco (US$ 2,695 bilhões). A mineradora Vale ficou em 11º, com a marca valendo US$ 1,778 bilhões.

De acordo com Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand Brasil, os principais critérios utilizados pela consultoria para a realização do ranking são ser de origem latino-americana e publicar anualmente seus relatórios financeiros.

Divulgação
Empresa de cosméticos Natura foi listada
Empresa de cosméticos Natura foi listada

Das 50 marcas listadas, 15 são brasileiras. Aparecem ainda a Natura (US$ 1,062 bilhão), Vivo (US$ 760 milhões), Gerdau (US$ 395 milhões), Usiminas (US$ 370 milhões), Banrisul (US$ 179 milhões), Submarino (US$ 73 milhões), Oi (US$ 69 milhões), Lojas Americanas (US$ 56 milhões) e Ipiranga (US$ 43 milhões).

O Brasil é país com mais marcas no ranking, seguido por México (14), Chile (13), Colômbia (4) e Peru (2). Duas empresas foram listadas como regionais, por operar em mais de um local (Claro e Tigo, ambas de telefonia).

Por setor, a maior concentração de valor de marca é verificada no financeiro. Os 14 bancos analisados são responsáveis por 47% do valor total. O setor de varejo, com 17 marcas, tem apenas 8% de participação em valores.

O inverso ocorre com o setor de telecomunicações, em que apenas sete marcas foram contempladas, mas ca participação atinge US$ 10,962 bilhões. "Este resultado é um reflexo das políticas privatistas que os governos da região vêm seguindo desde os anos 90. O fim do monopólio estatal no segmento aumentou a entrada dos telefones móveis", explica Pinedo.

Brasil

"Com a estabilidade econômica e, mais recentemente, a elevação à categoria de 'investment grade', o Brasil está cada vez mais inserido na economia e nos mercados internacionais. Temos licença para conquistar mercados, levando produtos e serviços com qualidade mundial para o exterior", analisa Pinedo.

 

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