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Dinheiro
28/09/2008 - 12h54

Congresso dos EUA chega a acordo sobre plano de resgate financeiro

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colaboração para a Folha Online

Os líderes do Congresso americano e membros do governo do presidente George W. Bush chegaram a um acordo neste domingo sobre os principais elementos do plano de resgate financeiro que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos "podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado.

O acordo deste domingo abre caminho para a aprovação, nesta segunda-feira (29), da maior intervenção governamental no mercado financeiro desde a Grande Depressão de 1930. Contudo, ainda faltam alguns detalhes finais a serem acertados antes da aprovação da proposta de Bush para dissipar a grave crise financeira que afeta o país.

Entenda crise financeira que afeta os EUA

Os negociadores tentaram resolver os problemas encontrados na versão final da legislação, mas o texto ainda precisa ser revisto pela liderança republicana no Congresso --cuja oposição firme ao acordo quase acabou com os esforços bipartidários dos últimos dias para solucionar a crise.

Pablo Martinez Monsivais-25set.08/AP
President Bush, fourth from right, meets with congressional leaders, including the presidential nominees, in the Cabinet Room of the White House, Thursday, Sept. 25, 2008, in Washington to discuss the financial crisis. Seated from left to right are Bush Chief of Staff Joshua Bolten, Vice President Dick Cheney, Secretary of Treasury Henry Paulson, Rep. Barney Frank D-Mass., House Majority Leader Steny Hoyer, D-Md., Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., House Minority Leader Sen. John A. Boehner, R-Ohio, Speaker of the House Rep. Nancy Pelosi, D-Calif., Bush, Senate Majority Leader Sen. Harry Reid, D-Nev., Senate Minority Leader Mitch McConnell, R-Ky., and Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill. (AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)
Presidente Bush se reúne com líderes do Congresso para discutir plano de resgate

Membros de ambos os partidos disseram esperar pela votação do projeto nesta segunda-feira. "Nós ainda temos mais a fazer para finalizá-lo, mas conseguiremos", disse o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, que participou das conversas em Washington e que concentrará o poder de uso dos US$ 700 bilhões para a compra dos títulos.

"Temos que colocá-lo por escrito para alcançar um acordo formalmente", disse a líder da Casa dos Representantes, Nancy Pelosi, ao término de uma reunião no Congresso. Pelosi disse que os representantes poderiam votar o projeto de lei ainda neste domingo e o Senado na segunda-feira.

A medida a ser aprovada pelo Congresso cria um programa que permite ao governo gastar uma soma sem precedentes de dinheiro público para auxiliar as instituições financeiras em crise, comprando seus investimentos fracassados em hipotecas e outros papéis sem liquidez.

A grande mudança no rumo das negociações veio quando os democratas concordaram em incorporar uma exigência republicana --deixar o governo apenas assegurar alguns empréstimos hipotecários falidos em vez de comprá-los-- desenhada para limitar a quantidade de dinheiro federal utilizada para o resgate financeiro.

Outra importante barganha, vital para ganhar o apoio dos democratas centristas e republicanos defensores da fiscalização, exigiria que as firmas auxiliadas compensassem o governo pelas perdas.

Uma das propostas apresentadas durante a negociação fala também em impor uma taxa de 2% às empresas se, depois de cinco anos, o programa ainda não tiver recuperado o dinheiro investido.

Dificuldade

"Ninguém conseguiu tudo que queria", disse o representante (deputado) democrata Barney Frank, de Massachusetts, líder do Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes. Ele diz acreditar que o acordo vai passar pela aprovação, embora não com uma grande maioria.

Gregg, republicano de New Hampshire, disse acreditar que os contribuintes sairão como os grandes beneficiários financeiros. "Eu não acho que a gente vá perder dinheiro. Nós até podemos, é possível, mas eu duvido disso a longo prazo", disse.

"Este é o resumo: se nós fizermos isso, o trauma, o caos e os problemas para a vida dos americanos comuns serão enormes e esse é um preço que não podemos pagar", disse o senador Judd Gregg, representante da ala republicana do Senado nas negociações.

"Eu não acho que serei capaz de aprová-lo e este será um voto bipartidário", disse, neste domingo.

Os líderes do Congresso, que anunciaram um acordo experimental depois de uma maratona de negociações que acabou na manhã deste domingo, esperam aprovar o projeto e enviá-lo em seguida para o Senado.

Urnas

Os candidatos à Presidência dos EUA responderam rapidamente ao acordo. "Isto é algo que todos nós teremos que engolir e seguir em frente", disse o republicano John McCain, senador por Arizona.

"A opção de não fazer nada é simplesmente inaceitável", continuou.

Seu rival democrata, Barack Obama, pediu crédito pelas novas garantias aos contribuintes incluídas no acordo. "Eu estava pressionando muito e me envolvi diretamente no desenho destas novas provisões", disse em nota.

Logo que o governo de Bush anunciou o plano, Obama, senador por Illinois, insistiu que a proposta deveria criar um conselho supervisor independente para controlar a despesa, dar aos contribuintes direitos de compra de ações das empresas que se beneficiem, limitar o salário de seus diretores e ajudar os donos de imóveis com dificuldades para pagar a hipoteca.

"Não é uma causa a ser celebrada ter que pedir aos contribuintes que dêem este passo extraordinário pela irresponsabilidade de alguns, mas este passo é necessário", continuou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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