Dinheiro
28/09/2008 - 17h14

Congresso dos EUA divulga projeto de lei sobre plano anticrise; votação será amanhã

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da Efe, em Washington

Atualizado às 17h26

O Congresso dos EUA tornou público neste domingo o projeto de lei sobre o plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões proposto pelo governo americano para deter a crise dos créditos "subprime".

O projeto, de 106 páginas, foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.

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A presidente da Câmara dos EUA, a líder democrata Nancy Pelosi, apontou que haverá um período de 24 horas após a divulgação do documento, o que significa que o projeto de lei somente será votado na segunda-feira à tarde. Depois, o projeto de lei deve passar pelo crivo do Senado. Se aprovado sem maiores obstáculos, deve seguir para sanção do presidente George W. Bush.

Pablo Martinez Monsivais-25set.08/AP
President Bush, fourth from right, meets with congressional leaders, including the presidential nominees, in the Cabinet Room of the White House, Thursday, Sept. 25, 2008, in Washington to discuss the financial crisis. Seated from left to right are Bush Chief of Staff Joshua Bolten, Vice President Dick Cheney, Secretary of Treasury Henry Paulson, Rep. Barney Frank D-Mass., House Majority Leader Steny Hoyer, D-Md., Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., House Minority Leader Sen. John A. Boehner, R-Ohio, Speaker of the House Rep. Nancy Pelosi, D-Calif., Bush, Senate Majority Leader Sen. Harry Reid, D-Nev., Senate Minority Leader Mitch McConnell, R-Ky., and Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill. (AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)
Presidente Bush se reúne com líderes do Congresso para discutir plano de resgate

A chamada Lei de Estabilização Econômica de Emergência de 2008 mantém o objetivo central do programa de governo: o uso do montante de US$ 700 bilhões, para comprar as dívidas de má qualidade em poder dos bancos e demais instituições financeiras. Não obstante, também inclui cláusulas negociadas pelos legisladores de ambos os partidos.

Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.

Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, o presidente da Comissão do Mercado de Valores, Chris Cox, entre outras altas autoridades.

Além disso, os contribuintes receberão direitos de compra (warrants) de ações das empresas em processo de recuperação.

O projeto também limitará os benefícios dos executivos das companhias participantes do programa. Os chefes das empresas quebradas não poderá receber os benefícios multimilionários quando forem despedidos, conhecidos como "golden parachute".

O governo também elevar os impostos para as empresas que paguem a seus principais executivos acima de US$ 500 mil por ano.

O secretário do Tesouro ainda poderá renegociar os termos das hipotecas que vier a adquirir para ajudar os proprietários com problemas para saldar suas dívidas, a fim de evitar despejos.

O projeto também inclui uma cláusula exigida pelos republicanos da Câmara, os mais críticos à aprovação do programa. Trata-se da opção do secretário do Tesouro de exigir que os bancos comprem seguros para proteger suas carteiras de investimentos que tenham algum tipo de ativo financeiro vinculado às hipotecas.

 

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