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Dinheiro
29/09/2008 - 07h45

Congresso americano deve votar hoje resgate para setor financeiro

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da Folha Online

A votação do pacote de salvamento do setor financeiro nos EUA, US$ 700 bilhões, deve ser votado nesta segunda-feira, depois que líderes do Congresso americano anunciaram ontem terem chegado a um acordo sobre o projeto. Alguns congressistas, no entanto, disseram que hoje o texto será examinado e a aprovação deve ocorrer na quarta-feira.

O pacote, denominado "Lei de Estabilização Econômica de Emergência de 2008", deve atender tanto as demandas do secretário do Tesouro, Henry Paulson, quanto as dos congressistas, que julgaram que o projeto original de Paulson dava poderes e liberdade demais ao governo para efetuar um gasto como o que foi proposto. As divergências entre governo e congressistas, bem como entre os próprios congressistas, fizeram as negociações se arrastarem por uma semana.

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O presidente dos EUA, George W. Bush, elogiou o acordo que, segundo ele, evitou a "ruptura de todo o sistema" econômico dos EUA. O plano de resgate "vai enviar aos mercados de todo o mundo um sinal claro da vontade dos EUA em restabelecer a confiança e a estabilidade do nosso sistema financeiro", afirmou Bush, em um comunicado.

Segundo Paulson, "a ação rápida, eficaz e coordenada entre os partidos envia um sinal aos investidores pequenos e grandes, aqui e no estrangeiro, de que estamos comprometidos em tomar medidas para proteger nosso sistema financeiro".

A presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), a líder democrata Nancy Pelosi, disse que o plano "não é o resgate de Wall Street [local do mercado financeiro americano]. É uma mensagem para dizer a Wall Street que a festa acabou. Acabou a era do 'golden parachute'", "Golden parachute" é o jargão do mercado para os contratos que prevêem benefícios multimilionários para os principais executivos no desligamento de uma empresa.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, afirmou que essa Casa vai votar o projeto de lei "tão logo nos chegue da Câmara". "Podemos fazê-lo avançar e na quarta-feira deve estar pronto", disse Reid. O Congresso americano não terá sessão na terça-feira devido a um feriado local.

Presidenciáveis

O acordo entre os congressistas e a Casa Branca foi bem recebido pelos candidatos à sucessão de Bush, os senadores Barack Obama (democrata) e John McCain. (republicano), que disseram que "provavelmente" votarão a favor do acordo no Senado, nesta segunda-feira. "Eu gostaria de ver os detalhes, mas, esperançosamente, sim", disse McCain --que é senador pelo Estado do Arizona-- à rede americana de TV ABC.

"Das partes que eu li, isto é algo que todos nós teremos que engolir e aceitar. A opção de não fazer nada é inaceitável", disse o republicano, que pedia por maior supervisão sobre o uso dos US$ 700 bilhões para a compra de títulos "podres" (sem liquidez).

"Hoje, graças ao trabalho duro dos democratas e republicanos, parece que nós temos um plano de resgate que inclui estas proteções ao contribuinte", afirmou o democrata. "E parece que nós vamos aprovar este plano em curto-prazo", completou.

Restrições ao Executivo

Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.

O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, apontou que haverá um período de 24 horas após a divulgação do documento, o que significa que o projeto de lei somente será votado na segunda-feira à tarde. Depois, o projeto de lei deve passar pelo crivo do Senado. Se aprovado sem maiores obstáculos, deve seguir para sanção do presidente George W. Bush.

Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.

Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.

Com informações das agências France Presse, Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
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Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
sem opinião
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