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Dinheiro
29/09/2008 - 08h44

Aprovação do pacote de US$ 700 bi será difícil mas ocorrerá, diz Bush

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da Folha Online

Atualizado às 9h28

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que a aprovação do pacote de de US$ 700 bilhões para resgatar o setor financeiro "deverá ser difícil", mas que, com os acréscimos feitos à proposta durante as negociações com o Congresso, a medida deve ser aprovada.

"Votar essa lei é votar na prevenção de danos econômicos a vocês e às suas comunidades", disse Bush em breve pronunciamento feito nesta segunda-feira na TV, referindo-se aos congressistas. "Vamos garantir que os EUA são sérios quanto a restaurar a estabilidade e a confiança em nosso sistema."

"Vai ser difícil, mas tudo o que acrescentamos leva a crer que [o pacote] será aprovado", disse o presidente.

Charles Dharapak/AP
O presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir aprovação do pacote
O presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir aprovação do pacote

Bush afirmou ainda que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana ainda deverá sentir o impacto da crise 'por algum tempo'. "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo ", afirmou Bush.

O presidente disse que, com o pacote, vão ser beneficiados tanto as instituições que fizeram empréstimos como quem contraiu dívidas. O presidente afirmou ainda que a execução do plano de resgate do setor financeiro será supervisionada para garantir a "sábia" utilização do dinheiro público.

Com o pacote, o fluxo de crédito será restabelecido, o que beneficiará as empresas, para que retomem seus investimentos, e permitirá que as pessoas possam pagar suas contas, disse o presidente. Ele ainda se referiu ao valor a ser empregado pelo governo como uma soma "necessária para que haja impacto". Bush destacou que o governo avalia que o gasto será menor que esse montante, e que quase tudo será devolvido aos cofres públicos.

Foi o terceiro pronunciamento de Bush na TV a respeito da crise desde a semana passada. Na sexta-feira (26), Bush disse, em um outro breve pronunciamento, que o governo vai conseguir aprovar o pacote. Ele reconheceu haver desacordos sobre determinados aspectos, mas não sobre a necessidade de se fazer algo para evitar maiores danos à economia.

Na quarta-feira (24), Bush, em um pronunciamento um pouco mais longo, disse que os Estados Unidos estão "imersos em uma grave crise financeira". O presidente americano afirmou que foi obrigado a intervir para evitar o pânico financeiro e a recessão. Segundo ele, sem o pacote, poupanças serão perdidas, os despejos aumentarão, empregos serão perdidos, empresas vão fechar e o país irá mergulhar em "uma longa e dolorosa recessão".

Restrições ao Executivo

Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.

O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.

A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, apontou que haverá um período de 24 horas após a divulgação do documento, o que significa que o projeto de lei somente será votado na segunda-feira à tarde. Depois, o projeto de lei deve passar pelo crivo do Senado. Se aprovado sem maiores obstáculos, deve seguir para sanção do presidente George W. Bush.

Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.

Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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