Citigroup compra operações do 4º maior banco dos EUA
da Folha Online
O banco americano Citigroup, um dos maiores grupos financeiros do mundo e um dos mais atingidos pela crise das hipotecas, irá adquirir as operações bancárias do rival Wachovia --quarto maior banco dos EUA--, com a assistência da FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano, segundo anúncio feito nesta segunda-feira.
| Matthew Cavanaugh/Efe |
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| O banco Wachovia, quarto maior dos EUA |
A FDIC informou que irá absorver as perdas do Wachovia acima de US$ 42 bilhões e que receberá US$ 12 bilhões em ações e garantias do Citigroup. Segundo o órgão governamental, o Wachovia não quebrou, todos os depósitos estão protegidos e não haverá custos para a DIF (Fundo de Garantia de Depósitos, na sigla em inglês).
O Wachovia está entre as instituições bancárias mais atingidas pela crise financeira em curso, surgida a partir dos problemas no mercado imobiliário --em particular no segmento de hipotecas "subprime" (que reúne clientes com histórico de problemas com crédito).
Os problemas do Wachovia têm boa parte de sua origem na aquisição da companhia hipotecária Golden West Financial em 2006, por cerca de US$ 25 bilhões, quando o mercado imobiliário ainda estava em um momento de euforia. Com a compra, o Wachovia assumiu US$ 122 bilhões em hipotecas do tipo "Pick-A-Payment", na qual a Golden West era especialista. Nessa modalidade, os mutuários tinham permissão para deixar de fazer alguns pagamentos.
A venda do Wachovia ocorre dias depois de o Washington Mutual (WaMu), no que os analistas definiram como a maior falência de um banco nos Estados Unidos. O Washington Mutual, que já estava em dificuldades, foi fechado pelas autoridades americanas, que decidiram fazer o JP Morgan Chase recomprar, por US$ 1,9 bilhão, uma parte de suas atividades. Com sede em Seattle (Oeste), era o sexto banco americano em ativos.
O JP Morgan adquiriu os depósitos, bens e parte do passivo do (WaMu). A aquisição cria a maior instituição americana de depósitos e poupança, com mais de US$ 900 bilhões em depósitos, informou a Agência Federal de Garantias e Depósitos Bancários (FDIC, na sigla em inglês).
Na semana passada o banco americano de investimentos Morgan Stanley interrompeu as negociações de uma eventual fusão com o Wachovia depois que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) aceitou a proposta de transformar tanto o Morgan como o Goldman Sachs em holdings.
Segundo o diáriop financeiro "Financial Times", as negociações entre o Morgan e o Wachovia foram colocadas em "suspensão indefinida", segundo as fontes ouvidas pelo jornal.
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Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
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Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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