Dinheiro
29/09/2008 - 10h23

Inflação pelo IGP-M volta a subir e fica em 0,11% em setembro, diz FGV

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da Folha Online

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve alta de 0,11% em setembro, voltando a subir depois da deflação de 0,32% em agosto. O índice acumula no ano alta de 8,47%, enquanto nos 12 meses até setembro a alta é de 12,31%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A metodologia aplicada na apuração do IGP-M é a mesma do IGP-10 e do IGP-DI --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

O IPA (Índice de Preços por Atacado) teve ligeira variação positiva de 0,04% neste mês, contra deflação de 0,74% em agosto. O índice relativo aos Bens Finais caiu 0,18%, contra uma alta de 0,32% em agosto, com destaque para o subgrupo alimentos in natura (de 0,28% para -4,60%). Excluindo alimentos in natura e combustíveis, o índice subiu 0,24% --ligeiramente abaixo dos 0,26% registrados em agosto.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários subiu 1,05% neste mês, contra 1,28% um mês antes, com destaque para a desaceleração no subgrupo materiais e componentes para a construção (de 4,68% para 1,71%). Excluído o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice subiu 1,17%, pouco abaixo do 1,26% em agosto.

O índice de Matérias-Primas Brutas teve deflação de 1,21% em setembro, contra uma deflação maior, de 4,71%, um mês antes. Os itens soja em grão (-13,32% para -0,08%), tomate (-30,66% para -27,95%) e milho (em grão) (-11,46% para -7,58%) foram os destaques. Já os itens leite in natura (-3,97% para -8,25%), suínos (5,69% para -1,77%) e aves (4,44% para 1,48%) tiveram desaceleração.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve deflação de 0,06% em setembro, contra alta de 0,23% um mês antes, com destaque para os preços no grupo Alimentação (-0,46% para -1,04%) --em particular nos itens hortaliças e legumes (-6,51% para -8,84%), laticínios (-0,78% para -2,92%) e arroz e feijão (-1,65% para -4,34%).

Os grupos Habitação (0,82% para 0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,32%) e Transportes (0,18% para 0,11%) tiveram desaceleração, com destaque para tarifa de telefone fixo residencial (2,46% para 0,36%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,63% para 0,06%) e gasolina (0,17% para -0,10%).

Já os preços nos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,03% para 0,35%), Despesas Diversas (0,84% para 1,26%) e Vestuário (-0,16% para 0,31%) subiram, com destaque para os itens salas de espetáculo (-0,12% para 2,77%), cigarros (0,23% para 2,38%) e roupas (-0,71% para 0,27%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,95% em setembro, abaixo do 1,27% visto em agosto. Os grupos Materiais (2,51% para 1,73%) e Serviços (0,50% para 0,40%) apresentaram desaceleração; a taxa do grupo Mão-de-Obra, no entanto, apresentou aceleração (de 0,25% para 0,30%).

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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