Suzano Papel e Celulose nega especulação com câmbio
da Folha Online
Seguindo o exemplo de outras companhias, a Suzano Papel e Celulose divulgou nesta segunda-feira comunicado em que afirma ter uma "política conservadora" para suas operações de "hedge" (proteção) cambial. Na semana passada, as ações da Aracruz Celulose e da Sadia registraram amplas desvalorizações, depois que ambas as empresas admitiram perdas com suas operações com moeda estrangeira.
Rotineiramente, empresas com grandes dívidas em moeda estrangeira, ou que tenham atuação forte no comércio exterior, operam no mercado financeiro para se proteger contra oscilações bruscas das taxas de câmbio, em uma operação conhecida como "hedge" cambial.
No caso da Sadia e da Aracruz, as empresas reconheceram que operaram no mercado financeiro acima de suas necessidades de cobertura cambial, especulando com a moeda americana.
A estratégia levou a perdas milionárias devido à forte valorização da moeda americana em nível mundial nas últimas semanas, em função da crise financeira dos EUA.
Ainda na semana passada, Marfrig, Marcopolo e Cosan se apressaram em comunicar ao mercado que negar a especulação com dólar. Hoje foi a vez da Suzano. Em seu comunicado a empresa afirma ainda que os vencimentos de suas obrigações em moeda estrangeira estão "casados com exportações futuras nos mesmos períodos" e que a empresa "não incorre em risco de taxa de câmbio" (hedge natural)".
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