Dinheiro
29/09/2008 - 12h04

Para BC, plano dos EUA pode representar melhora da crise

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, afirmou nesta segunda-feira que a crise internacional parece ter chegado ao seu momento mais agudo, o que aponta para a possibilidade de uma melhora futura.

"Nós parecemos estar vivendo agora o momento agudo da crise, o que sugere que nós podemos caminhar para alguma estabilização", afirmou Mesquita, durante entrevista para comentar a divulgação do Relatório de Inflação do 3º trimestre.

Segundo ele, o pacote do governo dos EUA que será votado pelo Congresso do país não vai resolver todos os problemas na economia norte-americana, mas que é um passo nesse sentido.

Ele afirmou também que, mesmo que haja uma melhora, isso não significa que todos os problemas serão resolvidos de uma única vez. "A superação da fase mais aguda não quer dizer que no dia seguinte tudo volta a ser como era antes."

Brasil

Mesquita apresentou dados sobre a redução na vulnerabilidade externa do Brasil e disse que o país sofreu um impacto limitado da crise.

Ele citou dados sobre redução da dívida externa e aumento das reserva internacionais, que hoje são suficientes para pagar três vezes o valor da dívida a vencer em 12 meses. O BC informava até ontem reservas internacionais em torno de US$ 200 bilhões.

"Isso não faz com que a economia seja totalmente imune ao que está acontecendo no exterior, mas nos deixa em situação melhor para enfrentar essa turbulência internacional com calma e serenidade", afirmou.

 

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