Fed e mais nove BCs liberarão US$ 620 bi para evitar escassez de crédito
da Folha Online
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) e outros nove bancos centrais irão ampliar seus acordos de trocas recíprocas de divisas ("swap lines") para US$ 620 bilhões, contra um volume de US$ 290 bilhões anunciado inicialmente, segundo comunicado divulgado pelo BC americano nesta segunda-feira.
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As trocas feitas dessa forma permitem injetar liquidez em dólares nos mercados que controlam. Os demais bancos centrais envolvidos são: o Banco do Canadá; o Banco da Inglaterra (BC britânico); o Banco do Japão; o Banco Nacional da Dinamarca; o Banco da Noruega; o BCE (Banco Central Europeu); o Reserve Bank (da Austrália); o Sveriges Riksbank (da Suécia); e o SNB (Banco Nacional da Suíça).
"Em resposta à contínua pressão nos mercados de financiamentos de curto prazo, os bancos centrais anunciam hoje novas ações coordenadas para expandir de modo significativo a capacidade de oferecer liquidez em dólares", informou o Fed, uma nota. "Os bancos centrais irão continuar a trabalhar juntos e estão preparados para tomar as medidas apropriadas conforme o necessário."
Além dessa operação conjunta, o Fed vai ampliar os valores de seus leilões de fundos a prazo ("Term Auction Facility") com prazo de 84 dias de US$ 25 bilhões para US$ 75 bilhões já a partir de 6 de outubro; e vai realizar dois leilões, nessa mesma modalidade, de US$ 150 bilhões em novembro para disponibilizar fundos para operações no fim do ano.
"Essas medidas estão sendo tomadas para diminuir as pressões evidentes nos mercados tanto nos EUA como e outros países", diz a nota.
No último dia 18, o Fed e outros cinco banco centrais --Banco do Japão; BCE (Banco Central Europeu); Banco da Inglaterra; SNB; e Banco do Canadá-- haviam anunciado a decisão de evitar uma escassez de dinheiro para as trocas interbancárias.
A quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers e a do Washington Mutual (WaMu), no setor de empréstimos e poupança ("savings & loans") ocorreu em boa parte porque essas instituições não conseguiram encontrar fontes de crédito para financiar suas operações.
O Lehman não encontrou crédito entre as instituições privadas e nem junto ao governo; acabou por pedir concordata. Já o WaMu conseguiu ser adquirido pelo banco JPMorgan Chase na semana passada. A seguradora AIG, uma das maiores instituições financeiras do mundo, obteve junto do Fed um empréstimo de US$ 85 bilhões --também atingida pela onda de desconfiança do setor financeiro sobre a solvência de algumas das empresas mais afetadas pela crise das hipotecas "subprime" (de maior risco).
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