Bovespa despenca 10,16%; dólar dispara 5,61%
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) despenca 10%, numa queda somente comparável ao pregão do episódio histórico de 11 de setembro de 2001. O dólar comercial dispara mais de 7% e atinge R$ 1,98. O mercado sofre a incerteza generalizada sobre a eficácia do pacote de US$ 700 bilhões para enfrentar a crise dos créditos "subprimes". Com essa queda, as negociações da Bolsa foram paralisadas por meia-hora, até as 15h19, devido ao mecanismo do "circuit-breaker" (interrupção dos negócios na bolsa, em caso de fortes oscilações).
O Congresso americano iniciou neste tarde a votação do plano proposto pela Casa Branca e reformado pelos legisladores.
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O Ibovespa, principal índice de ações, desvaloriza 10,16% e desce para os 45.622 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,46 bilhões.
O dólar comercial é cotado a R$ 1,955 na venda, com forte avanço de 5,61%. A taxa de risco-país marca 329 pontos, número 15% mais alto que a pontuação de ontem.
| Charles Dharapak/AP |
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| O presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir aprovação |
Na Europa, algumas das principais Bolsas perderam mais de 5% no fechamento, a exemplo de Londres (declínio de 5,30%), Paris (baixa de 5,04%). Em Frankfurt, as ações recuaram 4,23%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York, de repercussão mundial, retrocede 4,15%.
O mercado se ressente hoje das incertezas com a aprovação do pacote de US$ 700 bilhões nos EUA, que pode ser aprovado somente na quarta-feira. Analistas também reclamam que a divisão dos recursos em parcelas, sob supervisão do Congresso americano, tira poderes e rapidez de ação do Tesouro dos EUA num 'momento crítico' para o sistema financeiro.
Em novo pronunciamento hoje, o presidente George W. Bush disse que a aprovação do plano de US$ 700 bilhões no Congresso dos EUA será difícil, mas vai ocorrer.
Na Europa, o noticiário econômico formam já começou a surpreender analistas e investidores. O banco alemão Hypo Real Estate somente escapou da falência graças a um crédito de 35 bilhões de euros, garantido essencialmente pelo Estado alemão. O britânico Bradford & Bingley (B&B), também é um dos gigantes europeus do setor de hipotecas, também teve que ter salvo pelo governo local.
E nos EUA, o banco Citigroup, um dos maiores grupos financeiros do mundo e um dos mais atingidos pela crise das hipotecas, informou que irá adquirir as operações bancárias do rival Wachovia --quarto maior banco dos EUA--, com a assistência da FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano.
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