Deputados nos EUA rejeitam pacote de resgate de US$ 700 bi; Bovespa despenca
da Folha Online
Atualizada às 15h46
A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões de salvamento para o setor financeiro norte-americano, apesar dos apelos de urgência do presidente dos EUA, George W. Bush. O plano recebeu 228 votos contra e 205 a favor.
Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), o Ibovespa, principal índice de ações, desvaloriza 10,5%, após ter o pregão interrompido e retomado. O dólar comercial era cotado a R$ 1,98 na venda, com forte avanço de 6,4%. Após a divulgação, a Bolsa de Nova York caía mais de 500 pontos. O índice Dow Jones perdia 4,57% e o Nasdaq, 6,68%.
Entenda crise financeira que afeta os EUA
Os votos contrários ao pacote de resgate dos bancos vieram tanto dos democratas como dos republicanos. Segundo o jornal "New York Times", mais de dois terços dos republicanos e 40% dos democratas se opuseram.
Os líderes da Câmara ainda tentaram estender a votação por mais tempo, para convencer colegas do "não" a optar pelo "sim", mas não tiveram sucesso. Segundo relato do diário "Wall Street Journal", o secretário do Tesouro, Henry Paulson, fez contato com os parlamentar via celular no esforço da aprovação.
No plenário da Câmara, os defensores do pacote usaram como argumento a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.
Apelo
Em novo discurso na TV, Bush disse na manhã de hoje que a aprovação do pacote seria difícil, mas que estava otimista. "Votar essa lei é votar na prevenção de danos econômicos a vocês e às suas comunidades", disse Bush hoje, no terceiro pronunciamento na TV em menos de uma semana.
Bush ainda havia afirmado que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana ainda deverá sentir o impacto da crise "por algum tempo". "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo", afirmou Bush.
No fim de semana, líderes do Congresso americano e membros do governo do presidente George W. Bush chegaram a um acordo sobre os principais elementos do plano. A medida criaria um programa que permite ao governo gastar uma soma sem precedentes de dinheiro público para auxiliar as instituições financeiras em crise, comprando seus investimentos fracassados em hipotecas e outros papéis sem liquidez.
Pacote
Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.
Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.
Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.
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Especial


O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
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-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
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Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
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