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Dinheiro
29/09/2008 - 15h34

Bolsas em NY despencam após rejeição por deputados de pacote de ajuda

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da Folha Online

As Bolsas americanas passaram a registrar quedas de mais de 5% nesta segunda-feira após a rejeição do pacote de US$ 700 bilhões para o salvamento do setor financeiro. O índice Dow Jones Industrial Average estava em baixa de 4,73% às 15h30 (em Brasília), operando com 10.616,58 pontos.

O índice S&P 500, por sua vez, caía 6,11%, para 1.138,87 pontos no mesmo horário. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 6,65%, indo para 2.038,06 pontos.

A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA rejeitou o pacote por 228 votos contra e 205 a favor. O presidente dos EUA, George W. Bush, disse na manhã de hoje que a aprovação do pacote seria difícil, mas que estava otimista. "Votar essa lei é votar na prevenção de danos econômicos a vocês e às suas comunidades", disse Bush hoje, no terceiro pronunciamento na TV em menos de uma semana.

Bush ainda havia afirmado que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana ainda deverá sentir o impacto da crise "por algum tempo". "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo", afirmou Bush.

No fim de semana, líderes do Congresso americano e membros do governo do presidente George W. Bush chegaram a um acordo sobre os principais elementos do plano. A medida criaria um programa que permite ao governo gastar uma soma sem precedentes de dinheiro público para auxiliar as instituições financeiras em crise, comprando seus investimentos fracassados em hipotecas e outros papéis sem liquidez.

Pacote

Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.

O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.

Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.

Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.

 

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