Bovespa retoma operações em queda de 10,5%; dólar bate R$ 1,97
da Folha Online
A ameaça de que o pior cenário do mercado financeiro se concretize, a rejeição do pacote anticrise de US$ 700 bilhões, provoca oscilações históricas nas Bolsas de Valores, mesmo em comparação com o episódio do 11 de setembro de 2001.
A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA rejeitou o pacote de salvamento para o setor financeiro norte-americano. O plano foi rejeitado com 228 votos contra; a favor foram 205. Hoje de manhã, o presidente George W. Bush havia adiantado que esperava uma votação "difícil", mas havia manifestado confiança na aprovação do projeto.
Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a queda do mercado superou 10%, o que fez o "circuit-breaker", o mecanismo de interrupção dos negócios, em caso de fortes oscilações. Em 2001, no dia dos atentados terroristas, a Bolsa fechou em queda de 9,06%.
| Charles Dharapak/AP |
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| O presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir aprovação |
Segundo a assessoria da Bolsa, o "circuit-breaker" somente deve ser acionado novamente se a baixa do índice Ibovespa chegar a 15%.
Às 15h36, o termômetro dos negócios da Bolsa, o Ibovespa, despenca 10,49% e desce para os 45.455 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,71 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York, de repercussão global retrocede 4,76%.
As ações líderes da Bolsa sofrem perdas superiores a 10%: a ação preferencial da Petrobras recua 11,93%, enquanto a ação da Vale do Rio Doce cede 12,14%.
A Bolsa não registra valorização para quaisquer das 66 ações que compõem o índice Ibovespa, que respondem por 90% do volume financeiro do mercado acionário brasileiro. No topo das perdas, a ação da Rossi Residencial despenca 24,09%; a ação da BM&F-Bovespa cai 16,48% e a ação da CSN perde 15,90%.
O dólar comercial é cotado a R$ 1,971 na venda, com avanço de 6,48%. A taxa de risco-país marca 334 pontos, número 16,78% mais alto que a pontuação anterior.
Incertezas
O estresse do mercado financeiro já começou logo de manhã, com a notícia de que o pacote de US$ 700 bilhões somente seria totalmente votado na quarta-feira. Analistas também não apreciaram o fato de que o projeto de lei no Congresso "fatiou" a liberação dos US$ 700 bilhões pedidos pelo Tesouro dos EUA para resgatar o sistema financeiro.
Para piorar o cenário, o noticiário econômico europeu também contribuiu para azedar o humor dos investidores. O banco alemão Hypo Real Estate somente escapou da falência graças a um crédito de 35 bilhões de euros, garantido essencialmente pelo Estado alemão. O britânico Bradford & Bingley (B&B), também é um dos gigantes europeus do setor de hipotecas, também teve que ter salvo pelo governo local.
E nos EUA, o banco Citigroup, um dos maiores grupos financeiros do mundo e um dos mais atingidos pela crise das hipotecas, informou que irá adquirir as operações bancárias do rival Wachovia --quarto maior banco dos EUA--, com a assistência da FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano.
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Ou seja,a Economia não de estabilizou,gerando desconfiança de investidores,poupadores e assalariados adimplentes. Logo, o recurso, é a Reserva técnica de valores, na poupança, ouro, etc...
Temos, pela frente a incógnita, do ano eleitoral, que se aproxima.Talvez tenhamos nova turbulência,financeira,geradas, pelo Governo.
Aguardemos, com RESERVAS .......
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Inclusive esse lugar é um forum de opiniões sobre notícias e manchetes, obviamente, pessoas irão comentar sobre elas.
Comentários poderão ser certas, coerentes ou não.
[]s
Eduardo.
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