Dinheiro
29/09/2008 - 15h39

Bovespa retoma operações em queda de 10,5%; dólar bate R$ 1,97

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da Folha Online

A ameaça de que o pior cenário do mercado financeiro se concretize, a rejeição do pacote anticrise de US$ 700 bilhões, provoca oscilações históricas nas Bolsas de Valores, mesmo em comparação com o episódio do 11 de setembro de 2001.

A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA rejeitou o pacote de salvamento para o setor financeiro norte-americano. O plano foi rejeitado com 228 votos contra; a favor foram 205. Hoje de manhã, o presidente George W. Bush havia adiantado que esperava uma votação "difícil", mas havia manifestado confiança na aprovação do projeto.

Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a queda do mercado superou 10%, o que fez o "circuit-breaker", o mecanismo de interrupção dos negócios, em caso de fortes oscilações. Em 2001, no dia dos atentados terroristas, a Bolsa fechou em queda de 9,06%.

Charles Dharapak/AP
O presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir aprovação
O presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir aprovação

Segundo a assessoria da Bolsa, o "circuit-breaker" somente deve ser acionado novamente se a baixa do índice Ibovespa chegar a 15%.

Às 15h36, o termômetro dos negócios da Bolsa, o Ibovespa, despenca 10,49% e desce para os 45.455 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,71 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York, de repercussão global retrocede 4,76%.

As ações líderes da Bolsa sofrem perdas superiores a 10%: a ação preferencial da Petrobras recua 11,93%, enquanto a ação da Vale do Rio Doce cede 12,14%.

A Bolsa não registra valorização para quaisquer das 66 ações que compõem o índice Ibovespa, que respondem por 90% do volume financeiro do mercado acionário brasileiro. No topo das perdas, a ação da Rossi Residencial despenca 24,09%; a ação da BM&F-Bovespa cai 16,48% e a ação da CSN perde 15,90%.

O dólar comercial é cotado a R$ 1,971 na venda, com avanço de 6,48%. A taxa de risco-país marca 334 pontos, número 16,78% mais alto que a pontuação anterior.

Incertezas

O estresse do mercado financeiro já começou logo de manhã, com a notícia de que o pacote de US$ 700 bilhões somente seria totalmente votado na quarta-feira. Analistas também não apreciaram o fato de que o projeto de lei no Congresso "fatiou" a liberação dos US$ 700 bilhões pedidos pelo Tesouro dos EUA para resgatar o sistema financeiro.

Para piorar o cenário, o noticiário econômico europeu também contribuiu para azedar o humor dos investidores. O banco alemão Hypo Real Estate somente escapou da falência graças a um crédito de 35 bilhões de euros, garantido essencialmente pelo Estado alemão. O britânico Bradford & Bingley (B&B), também é um dos gigantes europeus do setor de hipotecas, também teve que ter salvo pelo governo local.

E nos EUA, o banco Citigroup, um dos maiores grupos financeiros do mundo e um dos mais atingidos pela crise das hipotecas, informou que irá adquirir as operações bancárias do rival Wachovia --quarto maior banco dos EUA--, com a assistência da FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
Manoel Ferreira Jr (21) 30/11/2009 15h29
É verdade, Henrique Silva. O Brasil melhorou consideravelmente seu status internacional, alguns de seus históricos sociais. Parabéns ao Governo Lula! O problema é fechar os olhos para os equívocos... Tem uma turminha aí que não larga o osso seja qual for o governo, seja qual for sua matiz. A democracia e o amadurecimento de suas instituções não podem prescindir da crítica.
Que o próximo, seja qual for, seja melhor ainda!!!!
sem opinião
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Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
Henrique Silva (192) 29/11/2009 15h51
O grande problema de muitos brasileiros é ter o COMPLEXO DE VIRA-LATA. Estas pessoas complexadas não aceitam o fato de que o Brasil é hoje a nona potência econômica mundial e que em dez anos seremos a quinta, segundo previsões econômicas nacionais e internacionais. Não aceitam que o Brasil é um país democrático, que estamos crescendo de forma sustentável, que estamos variando nossa matriz energética, que o atual governo é melhor que o anterior, que internacionalmente estamos infinitamente mais respeitados que há 7 anos, que o IDH está aumentando, que a desigualdade social caiu, que o poder de compra melhorou, que a dívida pública caiu, que o desemprego caiu, que os salários estão sendo reajustados acima da inflação, que 32 milhões de pessoas saíram da pobreza.
RESUMINDO: O COMPLEXO DE VIRA-LATA NÃO DEIXA A PESSOA VER QUE O BRASIL MELHOROU.
2 opiniões
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Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (192) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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