Casa Branca se diz "muito desapontada" com rejeição a pacote anticrise
da Folha Online
A Casa Branca informou que está "muito desapontada" com a rejeição ao pacote de salvamento dos bancos dos Estados Unidos pelo Congresso do país, nesta segunda-feira.
O porta-voz da Casa Branca Tony Fratto afirmou que "não há dúvidas de que o país está enfrentando uma crise difícil". Ele afirmou que o presidente George W. Bush vai se reunir com membros do Congresso e da equipe econômica mais tarde para "determinar os próximos passos". "Obviamente estamos desapontados com este resultado", afirmou.
O deputado democrata Van Hollen disse que espera uma nova votação do pacote de resgate financeiro, mas não sabe quando.
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A Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA reprovou o pacote de US$ 700 bilhões de salvamento para o setor financeiro norte-americano. O plano foi rejeitado por 228 votos contra e 205 a favor.
O impasse quanto à aprovação do pacote se arrasta deste a última quinta-feira (25), quando uma reunião na Casa Branca convocada por Bush (e que contou com os candidatos à Presidência dos EUA) terminou sem um acordo, depois que os republicanos rejeitaram a proposta do Tesouro. Horas antes, democratas e republicanos haviam sinalizado com um acordo para aprovação rápida do pacote no Congresso.
A semana encerrou ainda com mais um capítulo que demonstra a gravidade da crise financeira. O banco de poupança e investimentos ("savings & loans") Washington Mutual (WaMu) foi fechado pelo governo dos EUA na maior falência de um banco na história do país, e seus ativos bancários foram vendidos por US$ 1,9 bilhão ao JPMorgan Chase.
Após discussões ao longo de todo o fim de semana, ontem (28), o senador republicano Judd Gregg anunciou que os legisladores americanos já alcançaram um acordo sobre os detalhes do plano anticrise.
Antes disso, aprofundaram a crise a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers; a venda do Merrill Lynch ao Bank of America; os problemas da seguradora AIG, que precisou de um empréstimo de US$ 85 bilhões do Fed (o banco central americano) e a ajuda de US$ 200 bilhões às duas gigantes hipotecárias americanas, Fannie Mae e Freddie Mac.
Bases do pacote
O pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo Departamento do Tesouro para controlar a crise financeira nos Estados Unidos seria liberado em prestações. De acordo com o divulgado até agora, uma primeira parcela de US$ 250 bilhões será disponibilizada imediatamente, com possibilidade de desembolso adicional de US$ 100 bilhões se necessário.
O Congresso também seria capaz de bloquear a última prestação por meio de votação, caso não esteja satisfeito com a aplicação do programa.
O plano previa ao Departamento do Tesouro comprar no mercado financeiro papéis de risco, como os lastreados por hipotecas "subprime" (que reúne clientes com histórico de crédito duvidoso).
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