Publicidade
Publicidade
Após rejeição a pacote nos EUA, índice Dow Jones tem maior queda da história
Publicidade
da Folha Online
As Bolsas americanas despencaram nesta segunda-feira, com o Dow Jones, principal índice do mercado acionário dos Estados Unidos, registrando a maior queda em pontos já registrada: exatamente 777,68 durante o dia. O caos foi levado pela rejeição, hoje, na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) do pacote de US$ 700 bilhões para salvar o setor financeiro. A decisão eleva o temor de uma paralisação dos mercados de crédito e de uma desaceleração profunda nas economias americana e mundial.
O índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), caiu 6,98%, fechando com 10.365,45 pontos. O recorde anterior de perda em pontos no Dow Jones era de 684,81, atingido no primeiro dia de negociações após os ataques de 11 de Setembro. Já o índice S&P 500, que reúne as 500 mais negociadas, recuou 8,79%, indo para 1.106,42 pontos. A Bolsa Nasdaq teve perda de 9,14%, fechando com 1.983,73 pontos.
As ações do banco Wachovia, que foi vendido ao Citigroup, caíram 82%. As ações de outros bancos menores, como o Sovereign Bancorp, que caíram 72%, e as do National City, que caíram 63%. As ações do Goldman Sachs e do Morgan Stanley caíram mais de 12% cada.
Fora do setor financeiro, as ações da fabricante de automóveis General Motors, as da petrolífera Chevron e as da fabricante de microchips Intel caíram mais de 10% cada. Também do setor petrolífero, as ações da Exxon Mobil caíram 8,2%; as da ConocoPhillips caíram 9,1%. No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 18%, maior recuo em oito anos.
| Richard Drew/AP |
|
| Bolsas em NY despencaram após a rejeição por deputados de pacote de ajuda |
No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou com sua pior queda dos últimos nove anos, em baixa de 9,36%, aos 46.028 pontos. O dólar comercial avançou 6,21% e bateu R$ 1,966 (venda), a cotação mais alta desde setembro de 2007.
"Algo claramente precisa ser feito, e uma queda de 400 pontos em 10 minutos atesta isso", disse à agência de notícias Associated Press o presidente do Johnson Research Group, Chris Johnson.
O pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo governo no último dia 20 foi rejeitado hoje depois de uma semana de intensas negociações. O futuro do plano do governo de salvamento das empresas financeiras agora é incerto. A Casa Branca informou estar "muito desapontada" com a rejeição e comunicou que George W. Bush vai se reunir com membros do Congresso e da equipe econômica ainda hoje para "determinar os próximos passos".
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, por sua vez, disse estar desapontado pela rejeição e afirmou que irá trabalhar com o Congresso para chegar a um plano abrangente. "Precisamos de um plano que funcione, o mais rápido possível", afirmou.
No Congresso, líderes republicanos e democratas dizem que vão considerar uma revisão do projeto. O texto rejeitado hoje não pode ser reencaminhado à Câmara. Além da polêmica natural do assunto, as agendas de campanha dos congressistas podem dificultar a obtenção de quórum para uma nova votação.
Hoje, no plenário, os defensores do pacote usaram como argumento na Câmara a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, por sua vez, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.
Após o placar que indicava a derrota, os líderes da Câmara ainda tentaram estender a votação por mais tempo, para convencer colegas do 'não' a optar pelo "sim", mas não tiveram sucesso. Segundo o "WSJ" ("Wall Street Journal"), o secretário do Tesouro, Henry Paulson, fez contato com os parlamentares via celular no esforço da aprovação.
Apelos
| Charles Dharapak/AP |
|
| O presidente dos EUA, George W. Bush, voltou a pedir aprovação do pacote para segurar a crise financeira que atinge o país |
O presidente dos EUA, George W. Bush, havia dito na manhã de hoje estar otimista, apesar de reconhecer a dificuldade da aprovação da medida. "Votar essa lei é votar na prevenção de danos econômicos a vocês e às suas comunidades", disse Bush hoje, no terceiro pronunciamento na TV em menos de uma semana.
Bush ainda havia afirmado que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana ainda deverá sentir o impacto da crise "por algum tempo". "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo", afirmou Bush.
Não menos veemente foi o apelo feito na semana passada pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke. Ele disse que a economia americana corre o risco de entrar em recessão, com o aumento do desemprego e do número de despejos, se o Congresso não aprovasse o pacote.
Acordo
No fim de semana, líderes do Congresso americano e membros do governo haviam chegado a um acordo sobre os principais elementos do plano.
Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.
Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.
Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.
Leia mais
- Casa Branca se diz "muito desapontada" com rejeição a pacote anticrise
- "Essa é a conseqüência de oito anos de irresponsabilidade", acusa Obama
- Câmara dos EUA rejeita pacote de US$ 700 bi; governo estuda próximo passo
- Mantega diz que pacote será aprovado nos EUA e vê situação "normal" no Brasil
- Emergentes não podem ser vítimas do cassino americano, afirma Lula
Especial
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- China e EUA ameaçam estabilidade econômica do Brasil
- Preço dos celulares com internet começa a cair
- Trabalhadores da Força Sindical preparam ação por mudanças na correção do FGTS
- Caoa consegue adesão de maioria de credores e prepara anúncio da compra do BVA
- Térmicas ampliarão oportunidade para o gás no país, diz fundador da OGX
+ Comentadas
- Salário de quem tinha faculdade era mais de 3 vezes o dos demais trabalhadores em 2011
- Sem ferrovia, Santos pressionará Rodoanel
+ EnviadasÍndice











O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar