Rejeição do pacote foi decepcionante e é preciso um novo plano, diz Paulson
da Folha Online
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta segunda-feira estar desapontado pela rejeição pela Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) do pacote de US$ 700 bilhões para salvamento do setor financeiro. Ele disse que irá trabalhar com o Congresso para chegar a um plano abrangente.
Paulson ressaltou que é preciso "chegar a um texto que todos possam aprovar". "Precisamos de um plano que funcione, o mais rápido possível", afirmou o secretário. "Tínhamos um pacote, trabalhamos muito duro, fizemos nosso trabalho e demos todas as nossas ferramentas para que o mercado financeiro ficasse protegido e o povo americano também."
O secretário afirmou que o sistema financeiro americano "está se portando bem, considerando toda a pressão". "Muito trabalho já foi feito. Tomamos nas últimas semanas ações essenciais para proteger o sistema bancário e a economia."
| Shawn Thew/Efe |
![]() |
| Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA |
Apesar da afirmação de otimismo do secretário, as Bolsas em Nova york tiveram hoje um de seus piores dias. O índice Dow Jones Industrial Average teve a maior perda em pontos já registrada: o indicador caiu 780 pontos durante o dia. No fim do pregão o Dow Jones ficou com 10.365,45 pontos (perda de 6,98%).
O recorde anterior de perda em pontos no Dow Jones era de 684,81, atingido no primeiro dia de negociações após os ataques de 11 de Setembro.
Paulson afirmou que o governo tem "ferramentas significativas para combater a crise, mas ainda não é suficiente. Precisamos que o Congresso aprove o pacote."
A Casa Branca informou também ter ficado "muito desapontada" com a rejeição ao pacote. "Não há dúvidas de que o país está enfrentando uma crise difícil", afirmou o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto.
A Câmara rejeitou o pacote por 228 votos contra; a favor foram 205 votos. Os votos contrários ao pacote de resgate dos bancos vieram tanto dos democratas como dos republicanos. Segundo o jornal "The New York Times" ("NYT"), mais de dois terços dos republicanos e 40% dos democratas se opuseram.
Já de acordo com o diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ"), líderes republicanos e democratas dizem que vão considerar uma revisão do projeto. O texto rejeitado hoje não pode ser reencaminhado à Câmara.
No plenário, os defensores do pacote usaram como argumento a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.
Além da discussão sobre um novo texto, as lideranças no Congresso ainda precisam lidar com outro problema prático: os congressistas têm tentado deixar Washington, para fazer campanha --em novembro, além da eleição presidencial, também haverá votação para renovação das casas legislativas americanas.
O presidente dos EUA, George W. Bush, voltou a pedir aprovação do pacote para segurar a crise financeira que atinge o país. Em novo discurso na TV, Bush disse na manhã de hoje que a aprovação do pacote seria difícil, mas que estava otimista. "Votar essa lei é votar na prevenção de danos econômicos a vocês e às suas comunidades", disse Bush hoje, no terceiro pronunciamento na TV em menos de uma semana.
Bush ainda havia afirmado que, apesar do pacote de ajuda, a economia americana ainda deverá sentir o impacto da crise "por algum tempo". "No longo prazo, os EUA vão superar os desafios e continuar a ser a maior economia do mundo", afirmou Bush.
Acordo
No fim de semana, líderes do Congresso americano e membros do governo haviam chegado a um acordo sobre os principais elementos do plano.
Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.
Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.
Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.
Leia mais
- Casa Branca se diz "muito desapontada" com rejeição a pacote anticrise
- "Essa é a conseqüência de oito anos de irresponsabilidade", acusa Obama
- Câmara dos EUA rejeita pacote de US$ 700 bi; governo estuda próximo passo
- Mantega diz que pacote será aprovado nos EUA e vê situação "normal" no Brasil
- Emergentes não podem ser vítimas do cassino americano, afirma Lula
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a crise nos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria da Folha



Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar
avalie fechar