Bolsas asiáticas afundam com rejeição de pacote de resgate nos EUA
da Folha Online
As Bolsas da Ásia afundaram nesta terça-feira seguindo a tendência dos mercados mundiais depois que o Congresso dos Estados Unidos rejeitou o pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões para salvar bancos em crise. O impasse deve se prolongar, pelo menos, até quinta-feira, quando a Câmara dos Representantes deve voltar a se reunir para avaliar uma nova proposta.
Com a derrota do plano de resgate financeiro na votação na Câmara de Deputados americana, a Bolsa de Nova York registrou uma queda histórica nesta segunda-feira. O índice Dow Jones perdeu 6,98%, um recuo inédito de mais de 700 pontos, fechando aos 10.365,45 pontos. O recorde de queda anterior do índice (684,81 pontos) era de 17 de setembro de 2001, dia da retomada das operações depois dos ataques do 11 de Setembro.
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No Brasil, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) também mergulhou no vermelho e registrou a maior queda dos últimos nove anos. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, despencou 9,36% no fechamento e desceu para os 46.028 pontos. A queda de hoje chega a superar o pregão registrado no dia 11 de setembro de 2001 --data dos atentados terroristas nos EUA.
Na Ásia, o Nikkei (índice da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão), operava com queda de 4,64%, aos 11.199,10 pontos. Em Hong Kong, o recuo era de 3,14% por volta das 10h (local), após a abertura com perdas de 5,5%. Tiveram fortes perdas também no começo do pregão as Bolsas da Austrália (-3,37%), Coréia do Sul (-2,17%), Tailândia (-4,02%) e Filipinas (-2,50%).
| Arte Folha/Arte Folha | ||
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| Bolsas 29 de setembro |
Pacote
O líder da maioria na Câmara de Representantes, o democrata Steny H. Hoyer, informou nesta segunda-feira que, apesar de a Casa Branca querer que um novo pacote de medidas seja discutido com urgência, os deputados só vão se reunir na quinta-feira, ao meio-dia (13h de Brasília).
Ainda segundo Hoyer, embora uma sessão tenha sido convocada para quinta-feira, "ainda não foi decidido" se a Câmara de Representantes vai estudar "a legislação relacionada à crise econômica".
No entanto, o democrata esclareceu: "Continuaremos trabalhando contra o tempo na busca por uma solução bipartidária para as sérias ameaças à segurança econômica (...)".
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse.
"Temos que trabalhar o mais rápido possível. Alguma coisa deve ser feita. Vou seguir adiante com as consultas com os dirigentes do Congresso para encontrar uma forma de progredir", disse Paulson à imprensa depois de uma reunião com o presidente americano, George W. Bush, na Casa Branca.
Legisladores dos dois lados afirmaram que as negociações sobre o acordo não param. A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, disse em entrevista à imprensa que as "linhas de comunicação" continuam abertas com o governo, e que o Congresso precisa avançar para ajudar a salvar o mercado.
"É difícil para mim imaginar que nós deixaremos o mercado com seus próprios medos e regras até sexta-feira", disse por sua vez o republicano Adam Putnam. "Nós estamos encorajando nossos membros a entender as conseqüências de não fazermos nada", afirmou.
Futuro incerto
O futuro do plano do governo de salvamento das empresas financeiras, no entanto, é incerto. A Casa Branca informou estar "muito desapontada" com a rejeição.
Às vésperas da votação fracassada, líderes republicanos e democratas fecharam no fim de semana um acordo para aprovar a votação --por isso a surpresa do resultado no mercado e no governo americano.
No Congresso, líderes republicanos e democratas dizem que vão considerar uma revisão do projeto. O texto rejeitado hoje não pode ser reencaminhado à Câmara. Além da polêmica natural do assunto, as agendas de campanha dos congressistas podem dificultar a obtenção de quórum para uma nova votação.
Hoje, no plenário, os defensores do pacote usaram como argumento na Câmara a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, por sua vez, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.
Projeto
Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
O texto foi redigido durante a noite e a manhã de hoje, depois que os líderes do Legislativo alcançaram um acordo, sobre suas linhas gerais, pouco depois da meia-noite. Em comparação, a proposta inicial apresentada ao Congresso pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, tinha três páginas.
Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.
Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.
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Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
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Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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