Dinheiro
30/09/2008 - 08h55

Banco do Japão injeta US$ 19 bilhões para acalmar mercado

Publicidade

da Efe

O Banco do Japão (banco central do país) fez nesta terça-feira a décima injeção de capital, avaliada em dois trilhões de ienes (cerca de US$ 19,203 bilhões), como medida de emergência para acalmar a situação nos mercados financeiros, informou a agência Kyodo.

Foi o décimo dia consecutivo em que o banco realiza uma provisão milionária de emergência para prevenir uma alta excessiva das taxas de juros interbancário.

Desde que o banco de investimento americano Lehman Brothers faliu, em 15 de setembro, a liquidez que o banco central japonês forneceu ao sistema financeiro chegou a 20,1 trilhões de ienes (cerca de US$ 192,99 bilhões).

Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou, em conjunto com o Banco do Japão e outros oito bancos centrais a ampliação de seus acordos de trocas recíprocas de divisas ("swap lines") para US$ 620 bilhões, contra um volume de US$ 290 bilhões anunciado inicialmente.

As trocas feitas dessa forma permitem injetar liquidez em dólares nos mercados que controlam. Os demais bancos centrais envolvidos são: o Banco do Canadá; o Banco da Inglaterra (BC britânico); o Banco Nacional da Dinamarca; o Banco da Noruega; o BCE (Banco Central Europeu); o Reserve Bank (da Austrália); o Sveriges Riksbank (da Suécia); e o SNB (Banco Nacional da Suíça).

A quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers e a do Washington Mutual (WaMu), no setor de empréstimos e poupança ("savings & loans") ocorreu em boa parte porque essas instituições não conseguiram encontrar fontes de crédito para financiar suas operações.

O Lehman não encontrou crédito entre as instituições privadas e nem junto ao governo; acabou por pedir concordata. Já o WaMu conseguiu ser adquirido pelo banco JPMorgan Chase na semana passada. A seguradora AIG, uma das maiores instituições financeiras do mundo, obteve junto do Fed um empréstimo de US$ 85 bilhões --também atingida pela onda de desconfiança do setor financeiro sobre a solvência de algumas das empresas mais afetadas pela crise das hipotecas "subprime" (de maior risco).

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca