Nobel de economia prevê recessão longa nos EUA e eleição de Obama
da France Presse
da Folha Online
Atualizada às 9h04
O Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz prevê uma longa recessão nos Estados Unidos e a vitória do democrata Barack Obama na eleição presidencial de novembro, em uma entrevista ao jornal italiano "La Stampa".
"Veremos o índice Dow Jones [da Bolsa de Valores de Nova York] em uma queda livre maior do que podemos imaginar. Teremos quebras barulhentas de instituições financeiras. A economia americana segue para uma longa recessão", afirmou o economista americano.
Entenda a crise que atinge a economia dos EUA
"Estamos em meio a uma das piores crise do século e enquanto não tocarmos o fundo não poderemos vir à tona", acrescentou Stiglitz, que foi assessor econômico do presidente democrata Bill Clinton e já teve o cargo de vice-presidente do Banco Mundial. "Diante deste panorama, penso que não há dúvidas sobre o resultado das eleições de novembro."
"O próximo presidente dos Estados Unidos será Barack Obama. Em uma situação deste tipo, não há nenhuma possibilidade de que os americanos levem à Casa Branca o partido do atual presidente", disse.
O adversário de Obama é John McCain, do Partido Republicano do presidente George W. Bush. Obama pediu ontem que democratas e republicanos "se envolvam com o trabalho e resolvam" o assunto. "Entendam que, mesmo depois disso (da aprovação do plano), para estabilizar os mercados, teremos que trabalhar mais para termos certeza de que as pessoas comuns estão recebendo o mesmo tipo de ajuda que Wall Street", disse o democrata.
"Não podemos nos esquecer para quem isso está sendo feito", acrescentou. "Isso é para o povo americano, e não apenas para alguns."
Rejeição
O governo americano foi derrotado ontem na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), depois que a proposta de um pacote para salvar o setor financeiro, de US$ 700 bilhões, foi derrotada por 228 votos contra a medida (a favor foram 205 votos). As negociações em torno do projeto devem permanecer paradas, especialmente nesta terça-feira, por conta do feriado do Ano Novo judaico.
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse ontem que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse.
O futuro do plano do governo de salvamento das empresas financeiras, no entanto, é incerto. A Casa Branca informou estar "muito desapontada" com a rejeição, logo depois do resultado da votação na Câmara.
O texto rejeitado ontem não pode ser reencaminhado à Câmara. Além da polêmica natural do assunto, as agendas de campanha dos congressistas podem dificultar a obtenção de quórum para uma nova votação. Os defensores do pacote usaram como argumento na Câmara a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, por sua vez, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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