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Dinheiro
30/09/2008 - 09h00

Nobel de economia prevê recessão longa nos EUA e eleição de Obama

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da France Presse
da Folha Online

Atualizada às 9h04

O Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz prevê uma longa recessão nos Estados Unidos e a vitória do democrata Barack Obama na eleição presidencial de novembro, em uma entrevista ao jornal italiano "La Stampa".

"Veremos o índice Dow Jones [da Bolsa de Valores de Nova York] em uma queda livre maior do que podemos imaginar. Teremos quebras barulhentas de instituições financeiras. A economia americana segue para uma longa recessão", afirmou o economista americano.

Entenda a crise que atinge a economia dos EUA

"Estamos em meio a uma das piores crise do século e enquanto não tocarmos o fundo não poderemos vir à tona", acrescentou Stiglitz, que foi assessor econômico do presidente democrata Bill Clinton e já teve o cargo de vice-presidente do Banco Mundial. "Diante deste panorama, penso que não há dúvidas sobre o resultado das eleições de novembro."

"O próximo presidente dos Estados Unidos será Barack Obama. Em uma situação deste tipo, não há nenhuma possibilidade de que os americanos levem à Casa Branca o partido do atual presidente", disse.

O adversário de Obama é John McCain, do Partido Republicano do presidente George W. Bush. Obama pediu ontem que democratas e republicanos "se envolvam com o trabalho e resolvam" o assunto. "Entendam que, mesmo depois disso (da aprovação do plano), para estabilizar os mercados, teremos que trabalhar mais para termos certeza de que as pessoas comuns estão recebendo o mesmo tipo de ajuda que Wall Street", disse o democrata.

"Não podemos nos esquecer para quem isso está sendo feito", acrescentou. "Isso é para o povo americano, e não apenas para alguns."

Rejeição

O governo americano foi derrotado ontem na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), depois que a proposta de um pacote para salvar o setor financeiro, de US$ 700 bilhões, foi derrotada por 228 votos contra a medida (a favor foram 205 votos). As negociações em torno do projeto devem permanecer paradas, especialmente nesta terça-feira, por conta do feriado do Ano Novo judaico.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse ontem que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse.

O futuro do plano do governo de salvamento das empresas financeiras, no entanto, é incerto. A Casa Branca informou estar "muito desapontada" com a rejeição, logo depois do resultado da votação na Câmara.

O texto rejeitado ontem não pode ser reencaminhado à Câmara. Além da polêmica natural do assunto, as agendas de campanha dos congressistas podem dificultar a obtenção de quórum para uma nova votação. Os defensores do pacote usaram como argumento na Câmara a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, por sua vez, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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