Dinheiro
30/09/2008 - 09h11

UE quer que os Estados Unidos assumam responsabilidade pela crise

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da France Presse
da Folha Online

Os Estados Unidos devem assumir suas responsabilidades diante da crise financeira mundial, depois da rejeição de ontem da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) ao plano de resgate do setor financeiro, de US$ 700 bilhões, anunciou nesta terça-feira a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE).

"Os Estados Unidos devem assumir suas responsabilidades nesta situação, devem mostrar sua capacidade de liderança para o bem de suas próprias empresas e pelo bem do mundo", afirmou o porta-voz da Comissão Européia, Johannes Laitenberger.

O comissário do Comércio da UE, Peter Mandelson, por sua vez, afirmou que os políticos americanos "perderam a cabeça" ao rejeitar o plano de resgate do setor financeiro.

Mandelson afirmou à BBC que ainda espera que as autoridades européias sejam capazes de "evitar o tipo de irresponsabilidade e de parcialidade que vimos em Washington".

O comissário considerou essencial que as autoridades européias atuem "de forma rápida e flexível" para "ajudar nos resgate aos bancos". Ele insistiu na importância de estabelecer regras e regulamentações mais exigentes com o sistema financeiro para que os bancos corram menos riscos no futuro.

O governo americano foi derrotado ontem na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), depois que a proposta de um pacote para salvar o setor financeiro, de US$ 700 bilhões, foi derrotada por 228 votos contra a medida (a favor foram 205 votos). As negociações em torno do projeto devem permanecer paradas, especialmente nesta terça-feira, por conta do feriado do Ano Novo judaico.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse ontem que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse.

O futuro do plano do governo de salvamento das empresas financeiras, no entanto, é incerto. A Casa Branca informou estar "muito desapontada" com a rejeição, logo depois do resultado da votação na Câmara.

O texto rejeitado ontem não pode ser reencaminhado à Câmara. Além da polêmica natural do assunto, as agendas de campanha dos congressistas podem dificultar a obtenção de quórum para uma nova votação. Os defensores do pacote usaram como argumento na Câmara a necessidade de tirar o país de uma recessão e de uma crise sem precedentes. Quem votou contra, por sua vez, argumentou que a aprovação do plano ocorreria por medo, o mesmo sentimento que levou o país à guerra contra o Iraque, disseram.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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