Governo teme que crise financeira se arraste para 2009
SHEILA D'AMORIM
KENNEDY ALENCAR
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Com a rejeição pelo Congresso dos Estados Unidos do pacote de socorro aos bancos com risco de quebra aumentou o temor dentro do governo de que a crise atual se arraste para 2009, comprometendo o crescimento no final do governo do presidente Lula.
Até agora, a aposta da equipe econômica era que o mundo ainda teria que digerir nos próximos anos as conseqüências das turbulências iniciadas no sistema financeiro norte-americano. Porém, avaliava-se que o pior teria ocorrido nas últimas duas semanas e que as medidas anunciadas lá fora dariam um certo alívio. Daí o otimismo que o ministro Guido Mantega (Fazenda) tentou passar, ontem, ao analisar os reflexos dos desdobramentos da crise externa para o Brasil.
Veja a cronologia da crise nos mercados financeiros
Entenda a crise que atinge a economia dos EUA
"Estaremos acompanhando os acontecimento e as conseqüências que essa situação possa ter em relação ao Brasil, mas posso dizer que a situação é bastante normal", afirmou, momentos depois de a Bovespa ter sido obrigada a suspender as negociações porque o preço das ações despencaram numa magnitude que o país não via desde 1999.
A Fazenda estava certa que com a aprovação do pacote do EUA, restaria ao governo brasileiro administrar nervosismos pontuais na Bolsa de Valores, no câmbio e outros mercados por conta das repercussões lá de fora até o final de 2008 e se preparar para reagir a uma queda no nível de atividade mundial no ano que vem.
Com um crescimento baseado no consumo das famílias, tudo apontava nos cálculos, tanto da Fazenda quanto do BC, que o Brasil poderia se diferenciar em 2009, crescendo menos do que os mais de 5% esperados para 2008, mas ainda a uma taxa em torno de 4%.
Esse cenário começou a mudar antes mesmo que o presidente pudesse digerir as informações repassadas sobre a crise logo cedo manhã pelos ministros Mantega, Miguel Jorge (Desenvolvimento) e pelo presidente do BC, Henrique Meirelles. Depois da reunião com os ministros, Lula foi para um evento no Rio de Janeiro e ficou sabendo por meio de telefonema de Mantega que o Congresso americano havia rejeitado o pacote emergência.
Se o socorro anunciado não vier ou mesmo se ele demorar muito para ser aprovado, o impacto sobre o crescimento brasileiro pode ser bem maior do que estimado até agora. O medo é que a economia cresça em 2009 mais perto dos 3%, 3,5%.
Segundo a Folha apurou, Lula já teria dito que não admite isso e exigiu medidas preventivas para garantir que o país seja uma espécie de oásis dentro do caos mundial, caso esse pior cenário se confirme.
Na reunião de ontem, segundo Mantega, foram analisados detalhadamente todos os setores da economia para identificar possíveis problemas. "O setor exportador está funcionando normalmente. Evidentemente falta um pouco de crédito em dólar, porém isso não o está impedindo de funcionar."
"Vamos ter uma recomposição do crédito [externo] em bases inferiores à verificada anteriormente, porém, não haverá o estresse que estamos vivendo no dia de hoje", amenizou.
"Embora haja problemas, o mercado doméstico está bem, as empresas e os bancos estão sólidos e o governo está a postos para responder os problemas na medida em que eles se colocarem".E se o pacote de socorro dos EUA não vier? "Penso que esse pacote será aprovado nos EUA. Não conseguiram na primeira votação, mas na segunda é possível que consigam. Estou confiante num resultado favorável, teremos uma distensão da economia mundial nos próximos dias."
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E sim, também é verdade, os carros no Brasil são caríssimos, se comparados com os vendidos no exterior. Preste atenção: Um carro que entra no mercado como importado, não tem muito redução de valor se passa a ser montado aqui, mesmo que o imposto de importação é muito maior.
Essas montadoras só querem ganhar dinheiro em cima do povo brasileiro! E muitos acham que tem um carro nacional. Nacional? Que nacional, que nada. O carro seria nacional se fosse desenvolvido e produzido por uma empresa nacional, e não uma subsidiária de uma montadora estrangeira, que tem que remeter lucros para fora.
O Brasil é o único país dos tais BRIC que não tem uma marca própria de automóveis de expressão. Por quê? Nós temos condições e tecnologia para fazer isso... Só falta apoio. E da própria população! Se a saudosa Gurgel tivesse isso, talvez fosse uma multinacional brasileira hoje...
E por quê um grande grupo brasileiro não pode comprar (ou incorporar) nenhuma dessas marcas estrangeiras falidas e trazê-la pra cá? Os indianos compraram a Rolls Royce...
Pensem nisso!
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Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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