Chanceler alemã pede para EUA aprovar plano de ajuda nesta semana
da Efe, em Berlim
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu aos Estados Unidos, nesta terça-feira, que aprovem o programa de ajuda financeira ainda esta semana, e defendeu a decisão do governo da Alemanha de socorrer o banco privado Hypo Real Estate.
"O governo alemão espera que esse pacote de salvamento seja aprovado ainda esta semana", disse Merkel, ao término de uma reunião do grupo parlamentar democrata-cristão, convocada para falar da operação de ajuda ao Hypo Real Estate anunciada na segunda-feira e após a rejeição do Congresso dos EUA ao plano de resgate financeiro.
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A chanceler ressaltou a "imensa importância" desse programa para poder recuperar a confiança da economia e dos cidadãos.
O ministro de Exteriores e vice-chanceler alemão, o social-democrata Frank-Walter Steinmeier, disse que, se não for alcançada em breve uma aprovação do pacote americano, "faltará a primeira pedra sobre a qual devemos trabalhar internacionalmente".
"Estamos em um mundo mais difícil depois da última noite em Washington", acrescentou.
Merkel e Steinmeier fizeram estas declarações depois que grupos parlamentares convocaram para esta terça-feira reuniões extraordinárias, com o objetivo de abordar o programa de apoio anunciado ontem pelo governo ao Hypo Real Estate, o primeiro a uma entidade exclusivamente privada, desde que a crise explodiu.
Representantes dos partidos que formam a grande coalizão de governo (democrata-cristãos e social-democratas) afirmaram que apoiarão a decisão em votação parlamentar.
O porta-voz orçamentário da União Democrata-Cristã (CDU), Steffen Kampeter, manifestou que o aval estatal aprovado será o instrumento menos oneroso para o contribuinte, levando em conta as conseqüências que poderia ter uma passividade por parte do Estado para toda a economia e os cidadãos.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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