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Dinheiro
30/09/2008 - 15h00

Congresso e governo nos EUA trabalham para novo acordo já nesta quarta

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da Folha Online

Conselheiros do governo americano e lideranças republicanas e democratas no Congresso se reunirão hoje, apesar do feriado do Ano Novo judaico, a fim de tentar chegar a um novo acordo sobre o pacote para salvar o setor financeiro, de US$ 700 bilhões, e as primeiras alterações para a reforma do pacote podem já ocorrer nesta quarta-feira (1º), segundo reportagem no site do diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ").

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Depois de duras críticas e intensas negociações, o pacote, apresentado no último dia 20 pelo Departamento do Tesouro como um texto de três páginas, tornou-se um documento de mais de 100 páginas, com os acréscimos e detalhamentos a que foi submetido pelos congressistas. Mesmo assim, a proposta parou na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), derrubada por uma estreita margem --228 votos contra e 205 a favor.

A derrubada da proposta causou colapso nos mercados americano e brasileiro: o índice Dow Jones teve queda durante o dia de 777,68 pontos, maior recuo em pontuação na história do indicador. Na Bovespa, o dia encerrou em baixa de quase 10%.

Segundo o "WSJ", representantes do governo e do Congresso podem apresentar as primeiras alterações no texto do pacote já amanhã. Mesmo assim, a expectativa é de que um novo texto venha a conter boa parte dos itens já presentes na proposta que foi rejeitada ontem na Câmara.

Lideranças do Senado pediram hoje a restauração da unidade para prosseguir com a preparação de uma medida que resgate o setor financeiro. O líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, e o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell, pediram o fim das acusações mútuas e o início da negociação de um plano.

"O jogo das acusações deve acabar, pois necessitamos começar a trabalhar no que o país precisa", disse Reid. "Nos próximos dias, vou continuar a fazer tudo o que for possível para que essa crise tenha a melhor saída."

McConnell, por sua vez, afirmou que o Congresso "acabará o trabalho pendente" e que o acordo deve ser obtido nesta semana. "Esperamos que isso mostre ao povo americano que os congressistas podem superar as divisões de ocasião, agir como adultos e completar esse trabalho."

A senadora democrata Hillary Clinton disse que o Estado de Nova York foi "particularmente afetado" pela falta de ação do Congresso e que espera a aprovação do pacote nesta semana. "Eu apoiaria que o Senado votasse primeiro, o que eu faria já amanhã se isso fosse garantir o resultado positivo do processo", disse, segundo o site do diário americano "The New York Times".

"Estou muito interessada em ver esse pacote passar nesta semana a fim de frear o que não é mais uma crise de mercado e de crédito, é uma crise econômica crescente."

Bush

Em seu quarto pronunciamento pela TV em menos de uma semana, o presidente americano, George W. Bush, disse hoje que a situação dos EUA "é de urgência e as conseqüências serão piores a cada dia se não agirmos". "Reconheço que essa é uma votação difícil para o Congresso. Ninguém gosta de ver a economia chegar a esse ponto", disse.

"Precisamos de um projeto que realmente enfrente os problemas que estão prejudicando o sistema financeiro, que ajude a retomar o fluxo de crédito no país, para quem empresta, para quem toma o empréstimo, a fim de fazer a economia andar de novo", afirmou o presidente.

O presidente disse que a queda "dramática" vista nas Bolsas ontem terá um impacto direto em todos os setores da economia americana. As perdas de ontem nas Bolsas representaram uma perda de mais de US$ 1 trilhão, destacou Bush.

Sobre essa perda, Reid disse que a maior parte desse dinheiro "não vem das grandes empresas de Wall Street, mas sim de pensões de aposentados, que trabalharam para governos municipais e estaduais, ou em pequenos negócios, que se dedicaram a vida toda a poupar uns poucos dólares e colocá-los em um fundo".

O deputado democrata James Clyburn disse ontem, após a votação, que os republicanos "decidiram colocar a ideologia política à frente do melhor interesse do país".

"Jogo importante"

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse ontem que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse.

"Temos que trabalhar o mais rápido possível. Alguma coisa deve ser feita. Vou seguir adiante com as consultas com os dirigentes do Congresso para encontrar uma forma de progredir", disse Paulson à imprensa depois de uma reunião com o presidente americano, George W. Bush, na Casa Branca.

Em linhas gerais, o projeto apresentado pelo Congresso limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.

Em lugar de pôr à disposição do Tesouro dos EUA, de uma vez só, os US$ 700 bilhões solicitados por Paulson, o montante será liberado de forma fracionada. O governo poderá usar US$ 250 bilhões imediatamente, e US$ 100 bilhões somente se o presidente Bush considerar necessário. O Congresso pode reter os outros US$ 350 bilhões se não estiver satisfeito com o desempenho do programa.

Os democratas também conseguiram introduzir cláusulas para a proteção do contribuinte. O projeto estabelece um conselho de supervisão do programa, que incluirá o presidente do Federal Reserve (banco central americano), Ben Bernanke, entre outras altas autoridades americanas.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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