Dinheiro
30/09/2008 - 15h34

Brasil agirá quando for preciso e com cautela, diz presidente do BC

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FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil está acompanhando a crise americana com "grande seriedade" e que "está preparado para agir" quando for preciso. Durante uma palestra nesta terça-feira em São Paulo, Meirelles reafirmou que a economia brasileira construiu uma resistência para crises externas.

Entenda a crise que atinge a economia dos EUA

"Hoje, as reservas [em moeda estrangeira] cobrem em três vezes o montante da dívida externa que vence em 12 meses", afirmou o presidente, citando que 30% da dívida total do país é credora em moeda externa.

Sem falar com a imprensa, Meirelles pregou no seu discurso cautela e afirmou que, com os últimos acontecimentos da crise americana, é preciso "resistir" em achar conclusões para o que acontece no dia-a-dia.

"A situação [da economia brasileira] nos permite tomar decisões com serenidade. Medidas precipitadas, tomadas no calor dos acontecimentos, tendem a se mostrar equivocadas", argumentou.

Para o presidente do BC, a crise é grave e séria e "ainda está sujeita a altos e baixos". Segundo ele, técnicos do Banco Mundial lhe informaram que as perdas com a crise financeira dos Estados Unidos atingiram US$ 1,3 trilhão.

No entendimento de Meirelles, a crise financeira foi causada por um quadro regulatório permissivo nos Estados Unidos, principalmente para os bancos de investimentos. Além disso, o presidente do BC considera que a situação foi agravada com o longo período de taxas de juros baixas nos EUA.

"Nós tivemos um aumento substancial do crédito e aumento dos ativos imobiliários (preços dos imóveis). O resto é conseqüência desse processo", explicou.

Reservas

Como faz desde o agravamento da crise financeira dos Estados Unidos, que ocorreu em 15 de setembro deste ano, Meirelles fez questão de dedicar boa parte de sua palestra aos benefícios que ele considera que o Brasil teve ao aumentar as reservas internacionais, que chegou em US$ 207 bilhões.

"Não há dúvidas que o país tirou proveito de um momento benigno da economia internacional", afirmou o presidente, considerando o recurso em dólar como um "colchão de reserva que se mostra de extrema utilidade".

Comentários dos leitores
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
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O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
sem opinião
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