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Dinheiro
30/09/2008 - 19h48

Lula reafirma preocupação com falta de crédito como reflexo da crise

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da Agência Brasil, em Manaus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a destacar sua preocupação com a falta de crédito no Brasil como um dos possíveis reflexos da crise econômica dos Estados Unidos. A declaração foi feita hoje (30), em Manaus, onde Lula reuniu-se com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales.

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Apesar da preocupação, Lula afirmou que não existe um "gabinete de crise" [grupo ministerial formado para tratar do assunto no Brasil], mas disse que tem se reunido sistematicamente com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para tratar da política econômica nacional.

"Até o momento, não tivemos problemas com a crise financeira dos Estados Unidos. O que pode acontecer com alguns países, não só com o Brasil, é que a crise gere problemas de crédito. Mas tenho me reunido sistematicamente com ministros e com o presidente do Banco Central. Em se tratando de política econômica, o trabalho deve ser feito com tranqüilidade e transparência", afirmou.

Na última sexta-feira, o Banco Central informou que o crédito continuou em expansão no Brasil no mês de setembro, mas com recursos captados no mercado interno.

Depois da reunião, Lula e Chávez participaram de uma reunião bilateral ampliada para assinatura de diversos acordos envolvendo os dois países. Entre eles, estão termos de cooperação técnica para implementação de programas de agricultura familiar e cooperação industrial no Brasil e na Venezuela.

De acordo com Lula, os acordos firmados mudarão a história econômica da Venezuela. O presidente brasileiro também afirmou que as relações bilaterais entre os dois países estão melhorando e que o papel do Brasil é contribuir para que os países vizinhos cresçam juntos.

"É uma obrigação do Brasil ser solidário com a economia dos países vizinhos no continente sul-americano. Certamente, a atual crise econômica dos Estados Unidos é uma das maiores dos últimos tempos. A diferença é que, desta vez, os Estados Unidos estão na crise e nós estamos sólidos e precavidos. O Brasil fez as lições de casa e eles não fizeram", disse o presidente.

O presidente venezuelano também se mostrou preocupado com possíveis reflexos da crise econômica norte-americana, mas fez questão de ressaltar que nenhum país pode dizer que não será afetado pela crise. Na opinião de Chávez, é preciso garantir mais integração entre os países latino-americanos para fortalecer as economias dessas nações.

"A crise é muito séria e não sabemos o seu tamanho. Ninguém sabe até onde vai chegar este crash. Eu sou um dos que crêem que o crash do neoliberalismo vai ser pior do que o de 1929 e vai afetar o mundo inteiro. Nenhum país pode dizer que não será afetado", avaliou Chávez.

Comentários dos leitores
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
Manda esses gringos incompetentes virem até aqui para fazer um estágio conosco. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
A respeito da união das montadoras, precesso de integração, e trocas de técnologias, ganhos de escala. No mercado brasileiro, recebem redução de encargos tributários (o ideal é todos os brasileiros e empresas receberem redução de todos tipos de impostos), estão tendo ganho de escala, diferentemente aos seus paises de origem onde enfrentam reduçao geral de produção e vendas. Mas o brasileiro ainda não teve qualquer noticia a respeito de possivel de redução dos preços. O Brasil os esta ajudando a sairem da crise que se meteram. Ganhos e vantagens só para eles. ..... sem opinião
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Meu caro Jose Vitor.
Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
9 opiniões
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