Publicidade

Dinheiro
01/10/2008 - 00h23

Senado dos EUA votará plano de resgate financeiro nesta quarta

Publicidade

da Folha Online

O Senado dos Estados Unidos planeja colocar em votação nesta quarta-feira o plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões proposto pelo governo do presidente George W. Bush. O projeto passará por análise excepcional dos senadores antes de ir à Câmara dos Representantes (deputados), na quinta.

Entenda a crise que atinge a economia dos EUA
Saiba o que continha o projeto de US$ 700 bilhões
Veja a cronologia da crise nos mercados financeiros

A decisão foi tomada pelos líderes Harry Reid (democrata) e Mitch McConell (republicano) ontem, em um momento de críticas mútuas entre os líderes republicanos e democratas no Congresso para conseguir o apoio para o plano, depois que esse foi rejeitado na segunda-feira pela Câmara.

Por 228 votos contra e 205 a favor, os deputados rejeitaram o pacote criado pelo governo para salvar os bancos e instituições financeiras no país. No Senado, são 99 parlamentares, sendo 51 democratas e 48 republicanos.

O plano do secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, redigido após longas negociações entre parlamentares de ambos os partidos e o governo Bush, foi rejeitado devido, principalmente, à oposição da maioria da bancada republicana.

No dia, derrubada da proposta causou colapso nos mercados americano e brasileiro: o índice Dow Jones teve queda durante o dia de 777,68 pontos, maior recuo em pontuação na história do indicador. Na Bovespa, o dia encerrou em baixa de quase 10%.

Em linhas gerais, o projeto limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.

Os legisladores destacaram que o novo programa incluirá uma cláusula sobre reduções tributárias rejeitada na segunda. Também aumentaria os seguros federais aplicados aos depósitos de um máximo de US$ 100 mil a US$ 250 mil. Segundo Reid e McConell, a redução tributária poderia ajudar a obter o voto dos republicanos.

"O jogo das acusações deve acabar, pois necessitamos começar a trabalhar no que o país precisa", disse Reid. "Nos próximos dias, vou continuar a fazer tudo o que for possível para que essa crise tenha a melhor saída."

Segundo Reid, os senadores "democratas e republicanos sabem que é essencial trabalhar rapidamente para aprovar esta lei e restabelecer a confiança no sistema financeiro".

McConnell, por sua vez, afirmou que o Congresso "acabará o trabalho pendente" e que o acordo deve ser obtido nesta semana. "Esperamos que isso mostre ao povo americano que os congressistas podem superar as divisões de ocasião, agir como adultos e completar esse trabalho."

Candidatos

Os candidatos democrata e republicano à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, também viajarão a Washington para a votação no Senado. Ambos defendem a ampliação do valor da garantia dos depósitos bancários dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil, para convencer mais legisladores a apoiar o projeto de socorro financeiro.

Os dois candidatos à Casa Branca conversaram com Bush, por telefone, o qual manifestou sua confiança de que a rejeição do projeto na Câmara de Representantes não significa o fim do processo legislativo para aprovar a medida.

Obama também falou com os líderes do Congresso para acertar os detalhes da versão revisada do plano.

A senadora democrata Hillary Clinton disse que o Estado de Nova York foi "particularmente afetado" pela falta de ação do Congresso e que espera a aprovação do pacote nesta semana. "Eu apoiaria que o Senado votasse primeiro, o que eu faria já amanhã se isso fosse garantir o resultado positivo do processo", disse, segundo o site do diário americano "The New York Times".

"Estou muito interessada em ver esse pacote passar nesta semana a fim de frear o que não é mais uma crise de mercado e de crédito, é uma crise econômica crescente."

Bush

Em seu quarto pronunciamento pela TV em menos de uma semana, o presidente americano, George W. Bush, disse hoje que a situação dos EUA "é de urgência e as conseqüências serão piores a cada dia se não agirmos". "Reconheço que essa é uma votação difícil para o Congresso. Ninguém gosta de ver a economia chegar a esse ponto", disse.

"Precisamos de um projeto que realmente enfrente os problemas que estão prejudicando o sistema financeiro, que ajude a retomar o fluxo de crédito no país, para quem empresta, para quem toma o empréstimo, a fim de fazer a economia andar de novo", afirmou o presidente.

O presidente disse que a queda "dramática" vista nas Bolsas ontem terá um impacto direto em todos os setores da economia americana. As perdas de ontem nas Bolsas representaram uma perda de mais de US$ 1 trilhão, destacou Bush.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse por sua vez que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse.

"Temos que trabalhar o mais rápido possível. Alguma coisa deve ser feita. Vou seguir adiante com as consultas com os dirigentes do Congresso para encontrar uma forma de progredir", disse Paulson à imprensa depois de uma reunião com o presidente americano, George W. Bush, na Casa Branca.

Comentários dos leitores
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
André Nader (7) 14/12/2009 12h51
Essa medida da china em segurar a especulação imobiliária seria uma boa ideia para ser utilizada aqui em Brasília, onde a TERRACAP, empresa responsável por licitar os imóveis, ajuda os especuladores colocando os valores dos terrenos a preço de ouro o que ajuda a explicar porque o metro quadrado de Brasília está se tornando rapidamente o mais caro do BRASIL.
Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
sem opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Eduardo Giorgini (447) 14/12/2009 10h36
Esses políticos brasileiros são vaidosos e ingenuos.
Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Polycarpo Quaresma (43) 14/12/2009 09h09
Um projeto megalomanico dentro de um sistema interncional decadente com vários episodios de falência. Vão acabar vendendo as construções sor 20% do valor sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4434)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca