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Dinheiro
01/10/2008 - 09h10

Crise financeira exige resposta coordenada, diz Comissão Européia

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da Folha Online

O presidente da Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE), José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta quarta-feira que é essencial que o bloco europeu enfrente a crise financeira de maneira coordenada.

"É uma situação muito delicada que requer um grande esforço por parte de todos", afirmou Barroso. Em primeiro lugar, a UE deve resolver as "questões urgentes", mas ressaltou que, no longo prazo, é preciso adotar mudanças legislativas para garantir a estabilidade e restaurar a confiança na economia.

Alessandro di Meo/Efe
José Manuel Durão Barroso, da Comissão Européia, pede coordenação contra crise
José Manuel Durão Barroso, da Comissão Européia, pede coordenação contra crise

"Além de injeções de liquidez, é preciso injetar credibilidade na economia européia", disse Barroso e, para isso, são necessárias ações coordenadas em toda a UE. Para ele, ficou provado que o sistema financeiro europeu "resiste", mas também é evidente que "há dificuldades", por isso "devemos continuar trabalhando".

De maneira coordenada, disse, os governos dos países-membros, as instituições européias, e os reguladores e supervisores financeiros devem acelerar os planos de modernização do sistema financeiro.

Entre as mudanças mais necessárias, destacou o reforço da norma européia de supervisão, a adaptação das regras de contabilidade para refletir nos balanços o peso dos novos instrumentos de investimento e a melhora dos sistemas de garantia de depósitos.

O presidente da Comissão Européia também falou dos salários e indenizações dos executivos e lembrou que já propôs em 2004 abrir uma discussão na UE sobre a questão. Reiterou, em qualquer caso, que a crise atual é global e exige, portanto, uma solução coordenada em nível internacional.

Neste contexto, estimou a iniciativa do presidente da França, Nicolas Sarkozy (que ocupa a Presidência semestral da UE), de convocar um encontro internacional em novembro, com representantes do G8 (grupo que reúne os sete países mais ricos e a Rússia), mas aberta a outros líderes, para definir uma resposta e colocar as bases de um novo sistema financeiro.

A UE terá a oportunidade de preparar sua contribuição a esta cúpula na reunião organizada por Sarkozy esta semana com os quatro países europeus do G8 (Alemanha, França, Itália e Reino Unido) e os presidentes do BCE (Banco Central Europeu), da Comissão Européia e do Ecofin (grupo de ministros de Finanças de da zona do euro), assim como no Conselho Europeu que reunirá os países-membros em 15 e 16 de setembro.

Barroso pediu ainda às autoridades americanas a aprovação do plano de resgate do setor financeiro. "Os EUA devem assumir sua responsabilidade, pois disso depende seu destino e também o nosso", afirmou.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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