Senado tenta aprovar pacote de US$ 700 bi nos EUA nesta quarta-feira
da Folha Online
As lideranças republicana e democrata no Senado dos EUA marcaram para hoje a votação sobre o texto reformado da proposta do governo americano, de conceder ao setor financeiro um pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, depois de o primeiro texto ter sido rejeitado na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) na segunda-feira (29).
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| Mike Theiler/Efe |
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| Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado dos EUA |
"Ficou determinado, em nossa opinião, que a melhor coisa a fazer é seguir adiante", disse o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, segundo o diário americano "The New York Times" ("NYT"). Depois de um dia de negociações de bastidores, o texto a ser levado ao Senado deve incluir descontos de impostos para empresas e ampliação das garantias do governo a depósitos bancários, dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil, diz a reportagem.
Os legisladores esperam que, com acréscimos, o pacote conquiste apoio dos que decidiram rejeitá-lo na sessão da Câmara na segunda.
A reação dos deputados, no entanto, foi mais cautelosa, segundo o "NYT". O líder da maioria na Câmara, o democrata Steny H. Hoyer, disse estar conversando com outros deputados sobre a iniciativa do Senado e sobre "qual o melhor modo de proceder". Hoyer disse hoje, ao programa de TV "Today", da rede de TV NBC, estar preocupado sobre a inclusão de medidas sobre impostos no pacote, o que poderia complicar a aprovação quando o texto voltar à Câmara.
"Não há dúvida de que o pacote é muito controverso", afirmou, segundo a agência de notícias Associated Press. "Não há dúvida para mim que o Senado acrescentou isso por acreditar que é a única forma de conseguir que a medida seja aprovada", disse, mas acrescentou que não viu com bons olhos o acréscimo.
| Jonathan Ernst /Reuters |
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| John Boehner, líder dos republicanos no Senado americano |
Já os representantes republicanos na Câmara disseram que os novos elementos no pacote, propostos pelos senadores do partido, podem ser bem recebidos pelos deputados, que se opuseram fortemente á medida votada na segunda. O líder dos republicanos na Casa, John Boehner, foi consultado e aprovou os acréscimos, segundo um porta-voz ouvido pelo "NYT". O deputado republicano Roy Blunt também disse ao "Today" que a perspectiva de aprovação melhorou com as mudanças efetuadas no Senado.
O presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, disse que os senadores foram rápidos na proposição de mudanças ao pacote e que alguns deputados se arrependeram por terem votado contra a medida. "Acho que a vontade deles é voltar [e aprovar], depois de consultarem seu eleitorado", afirmou.
Mercados
A rejeição afetou pesadamente o mercado financeiro na segunda: o índice Dow Jones teve a maior queda em pontos em sua história, 777,68, após a rejeição.
Ontem, em pronunciamento na TV, o presidente americano, George W. Bush, disse que a queda "dramática" vista nas Bolsas terá um impacto direto em todos os setores da economia americana. "Se continuarmos nesse rumo, o estrago econômico será muito grande", disse. Bush destacou que as perdas em Wall Street com a rejeição do pacote representaram uma perda de mais de US$ 1 trilhão.
Ontem, no entanto, já com a perspectiva de uma nova votação no Senado, a Bolsa de valores de Nova York reagiu e fechou em alta de mais de 4% no Dow Jones.
Outros legisladores ouviram de suas bases eleitorais que a queda no mercado causou efeitos prejudiciais e que eles devem tomar uma ação corretiva. "Comecei a ouvir muita gente que disse ter perdido dinheiro com a queda em Wall Street", disse o deputado republicano Steven LaTourette, que votou contra o pacote.
A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse ontem à noite não ter tomado posição quanto ao pacote reformado pelo Senado, mas que será difícil que os democratas rejeitem a medida, dada a situação de crise. "O Senado vai votar amanhã [nesta quarta-feira] e o Congresso vai trabalhar com isso", disse.
Candidatos
Os candidatos democrata e republicano à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, também viajarão a Washington para a votação no Senado. Ambos defendem a ampliação do valor da garantia dos depósitos bancários, para convencer mais legisladores a apoiar o projeto de socorro financeiro.
Os dois candidatos à Casa Branca conversaram com Bush, por telefone, o qual manifestou sua confiança de que a rejeição do projeto na Câmara de Representantes não significa o fim do processo legislativo para aprovar a medida.
Obama também falou com os líderes do Congresso para acertar os detalhes da versão revisada do plano.
A senadora democrata Hillary Clinton disse que o Estado de Nova York foi "particularmente afetado" pela falta de ação do Congresso e que espera a aprovação do pacote nesta semana. "Eu apoiaria que o Senado votasse primeiro, o que eu faria já amanhã se isso fosse garantir o resultado positivo do processo", disse ontem, segundo o "NYT". "Estou muito interessada em ver esse pacote passar nesta semana a fim de frear o que não é mais uma crise de mercado e de crédito, é uma crise econômica crescente."
"Votação difícil"
Na TV (o quarto pronunciamento em menos de uma semana), Bush disse que a situação dos EUA "é de urgência e as conseqüências serão piores a cada dia se não agirmos". "Reconheço que essa é uma votação difícil para o Congresso. Ninguém gosta de ver a economia chegar a esse ponto", disse.
"Precisamos de um projeto que realmente enfrente os problemas que estão prejudicando o sistema financeiro, que ajude a retomar o fluxo de crédito no país, para quem empresta, para quem toma o empréstimo, a fim de fazer a economia andar de novo", afirmou o presidente.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse por sua vez que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse. "Temos que trabalhar o mais rápido possível. Alguma coisa deve ser feita. Vou seguir adiante com as consultas com os dirigentes do Congresso para encontrar uma forma de progredir."
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Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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