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Dinheiro
01/10/2008 - 10h44

Senado tenta aprovar pacote de US$ 700 bi nos EUA nesta quarta-feira

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da Folha Online

As lideranças republicana e democrata no Senado dos EUA marcaram para hoje a votação sobre o texto reformado da proposta do governo americano, de conceder ao setor financeiro um pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, depois de o primeiro texto ter sido rejeitado na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) na segunda-feira (29).

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Mike Theiler/Efe
Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado dos EUA
Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado dos EUA

"Ficou determinado, em nossa opinião, que a melhor coisa a fazer é seguir adiante", disse o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, segundo o diário americano "The New York Times" ("NYT"). Depois de um dia de negociações de bastidores, o texto a ser levado ao Senado deve incluir descontos de impostos para empresas e ampliação das garantias do governo a depósitos bancários, dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil, diz a reportagem.

Os legisladores esperam que, com acréscimos, o pacote conquiste apoio dos que decidiram rejeitá-lo na sessão da Câmara na segunda.

A reação dos deputados, no entanto, foi mais cautelosa, segundo o "NYT". O líder da maioria na Câmara, o democrata Steny H. Hoyer, disse estar conversando com outros deputados sobre a iniciativa do Senado e sobre "qual o melhor modo de proceder". Hoyer disse hoje, ao programa de TV "Today", da rede de TV NBC, estar preocupado sobre a inclusão de medidas sobre impostos no pacote, o que poderia complicar a aprovação quando o texto voltar à Câmara.

"Não há dúvida de que o pacote é muito controverso", afirmou, segundo a agência de notícias Associated Press. "Não há dúvida para mim que o Senado acrescentou isso por acreditar que é a única forma de conseguir que a medida seja aprovada", disse, mas acrescentou que não viu com bons olhos o acréscimo.

Jonathan Ernst /Reuters
John Boehner, líder dos republicanos no Senado americano
John Boehner, líder dos republicanos no Senado americano

Já os representantes republicanos na Câmara disseram que os novos elementos no pacote, propostos pelos senadores do partido, podem ser bem recebidos pelos deputados, que se opuseram fortemente á medida votada na segunda. O líder dos republicanos na Casa, John Boehner, foi consultado e aprovou os acréscimos, segundo um porta-voz ouvido pelo "NYT". O deputado republicano Roy Blunt também disse ao "Today" que a perspectiva de aprovação melhorou com as mudanças efetuadas no Senado.

O presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, disse que os senadores foram rápidos na proposição de mudanças ao pacote e que alguns deputados se arrependeram por terem votado contra a medida. "Acho que a vontade deles é voltar [e aprovar], depois de consultarem seu eleitorado", afirmou.

Mercados

A rejeição afetou pesadamente o mercado financeiro na segunda: o índice Dow Jones teve a maior queda em pontos em sua história, 777,68, após a rejeição.

Ontem, em pronunciamento na TV, o presidente americano, George W. Bush, disse que a queda "dramática" vista nas Bolsas terá um impacto direto em todos os setores da economia americana. "Se continuarmos nesse rumo, o estrago econômico será muito grande", disse. Bush destacou que as perdas em Wall Street com a rejeição do pacote representaram uma perda de mais de US$ 1 trilhão.

Ontem, no entanto, já com a perspectiva de uma nova votação no Senado, a Bolsa de valores de Nova York reagiu e fechou em alta de mais de 4% no Dow Jones.

Outros legisladores ouviram de suas bases eleitorais que a queda no mercado causou efeitos prejudiciais e que eles devem tomar uma ação corretiva. "Comecei a ouvir muita gente que disse ter perdido dinheiro com a queda em Wall Street", disse o deputado republicano Steven LaTourette, que votou contra o pacote.

A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse ontem à noite não ter tomado posição quanto ao pacote reformado pelo Senado, mas que será difícil que os democratas rejeitem a medida, dada a situação de crise. "O Senado vai votar amanhã [nesta quarta-feira] e o Congresso vai trabalhar com isso", disse.

Candidatos

Os candidatos democrata e republicano à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, também viajarão a Washington para a votação no Senado. Ambos defendem a ampliação do valor da garantia dos depósitos bancários, para convencer mais legisladores a apoiar o projeto de socorro financeiro.

Os dois candidatos à Casa Branca conversaram com Bush, por telefone, o qual manifestou sua confiança de que a rejeição do projeto na Câmara de Representantes não significa o fim do processo legislativo para aprovar a medida.

Obama também falou com os líderes do Congresso para acertar os detalhes da versão revisada do plano.

A senadora democrata Hillary Clinton disse que o Estado de Nova York foi "particularmente afetado" pela falta de ação do Congresso e que espera a aprovação do pacote nesta semana. "Eu apoiaria que o Senado votasse primeiro, o que eu faria já amanhã se isso fosse garantir o resultado positivo do processo", disse ontem, segundo o "NYT". "Estou muito interessada em ver esse pacote passar nesta semana a fim de frear o que não é mais uma crise de mercado e de crédito, é uma crise econômica crescente."

"Votação difícil"

Na TV (o quarto pronunciamento em menos de uma semana), Bush disse que a situação dos EUA "é de urgência e as conseqüências serão piores a cada dia se não agirmos". "Reconheço que essa é uma votação difícil para o Congresso. Ninguém gosta de ver a economia chegar a esse ponto", disse.

"Precisamos de um projeto que realmente enfrente os problemas que estão prejudicando o sistema financeiro, que ajude a retomar o fluxo de crédito no país, para quem empresta, para quem toma o empréstimo, a fim de fazer a economia andar de novo", afirmou o presidente.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse por sua vez que os Estados Unidos precisam "o mais rápido possível" de um plano de resgate do sistema financeiro. Segundo ele, o que está em jogo é importante demais para que o projeto fracasse. "Temos que trabalhar o mais rápido possível. Alguma coisa deve ser feita. Vou seguir adiante com as consultas com os dirigentes do Congresso para encontrar uma forma de progredir."

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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