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Dinheiro
01/10/2008 - 16h57

Banco do Brasil antecipará R$ 5 bi em crédito para agricultura

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 17h05

O ministro Guido Mantega (Fazenda) informou nesta quarta-feira que o Banco do Brasil antecipará R$ 5 bilhões em crédito para o setor agrícola para suprir a falta de recursos causada pela crise financeira. De acordo com o ministro, o banco antecipou o cronograma de liberação desses recursos e houve um remanejamento em alguns fundos para que não falte dinheiro para a agricultura.

"O Banco do Brasil já está antecipando [recursos para a agricultura], ele já está liberando mais recursos do que no ano passado. São aproximadamente mais R$ 5 bilhões que resolvem o problema e já está sendo antecipado", disse o ministro.

Mantega participou hoje de reunião da coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na reunião, o ministro explicou ao presidente que a crise atingirá todos os países, mas que o Brasil será afetado em menor proporção.

"O Brasil está naquele grupo de países menos atingidos porque tem um crescimento maior, tem reservas, um mercado interno mais robusto e as contas públicas mais equilibradas", afirmou.

Mantega disse ainda esperar que o pacote de ajuda proposto pelo governo dos Estados Unidos seja aprovado ainda nesta semana pelo Congresso norte-americano. Segundo o ministro, o Brasil está tomando todas as providências para impedir que o mercado brasileiro seja prejudicado.

"O Banco Central está fazendo leilões de dólares, dando linhas de credito, estamos estimulando os bancos a liberarem credito para viabilizar as exportações. Se isso não for suficiente, novas medidas serão tomadas de forma a irrigar essas linhas de credito", completou.

O ministro, no entanto, negou que o Brasil necessite de um pacote econômico por conta da crise.

"Tem pacote sim, mas só que o pacote é nos Estados Unidos, nós não precisamos de pacote aqui no Brasil, aliás o nosso governo se pautou por não fazer pacote, é coisa do passado. Quem precisa de um pacotão são os Estados Unidos", ressaltou.

PIB

O ministro voltou a admitir que a crise atingirá o crescimento do Brasil no próximo ano, mas afirmou que ele continuará ocorrendo. Ele rebateu análises de que o país só cresceria entre 1% e 2% em 2009 e disse que só o impulso do crescimento de 2008 fará com que a economia se expanda 2,5%, pelo menos, no ano que vem.

"A determinação do presidente é que nós vamos dar sustentação para todos os investimentos e nós daremos crédito para que haja esses investimentos. Não faltará crédito nem para o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], todas as suas obras estão sendo viabilizadas, e nem para os investimentos de modo geral", ressaltou.

Mantega admitiu haver uma retração de crédito nos bancos privados, mas disse que isso é um efeito do "momento de estresse" causado pela crise e que voltará ao normal após a aprovação do pacote norte-americano.

EUA

O Senado dos EUA marcou para hoje a votação sobre o texto reformado da proposta do governo americano, de conceder ao setor financeiro um pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, depois de o primeiro texto ter sido rejeitado na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) na segunda-feira (29).

O plano de resgate financeiro revisado deve incluir descontos de impostos para empresas e ampliação das garantias do governo a depósitos bancários, dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil.

Os legisladores esperam que, com acréscimos, o pacote conquiste apoio dos que decidiram rejeitá-lo na sessão da Câmara na segunda.

Ontem, em pronunciamento na TV, o presidente americano, George W. Bush, disse que a situação dos EUA "é de urgência e as conseqüências serão piores a cada dia se não agirmos".

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
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Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nao se deixem enganar pela propaganda, os EUA quebraram pois o governo nao teve controle dos especuladores, eles ficaram milionarios correndo riscos com dinheiro do imposto.
O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
sem opinião
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JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
OS GRANDES SETORES, NACIONAIS OU ESTRANGEIROS), BANCOS, ESTATAIS (PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONOMICVA FEDERSAL), AMBEV, AUTOMOTIVA, ALIMENTCIA, E MUITAS OUTROS, NESSE PÁIS MANDAM E DESMADAM, GANHAM QUANTO QUEREM. QUESTIONA-SE, SERÁ QUE UM PAIS DO PRIMEIRO MUNDO TERIAM TANTO LUCRO ASSIM SEM DAR NADA EM TROCA PARA A POPUÇÃO? E A PETROBRAS,O SOGAN "O PETROLEO É NOSSO", NOSSO DE QUEM? TEMOS UM DAS GASOLINAS MAIS CARA DO MUNDO. E O CAIXA PRETO DA PETROBRAS? VIVA O LULA. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
A respeito da volta da cobrança do ipi. É por demais conhecida a alta carga trkibutária brasileira, assim como esta redução de preços, aos trabalhadores de salários baixos e buscando melhorias que possam lhes dar mais capacidade de consumo, a não repassar a volta da taxação do ipi seria uma retribuição aos beneficios recebidos, um empenho em prol de ganhos de escala. Consumidor brasileiro que paga preços altos quando comparado aos praticados em diversos países, históricamete tem sido assim. No pós estouro de manada, crise no país da maior econômia do mundo e diversos outros paises, muitas industrias tiveram boas vendas e lucros aqui, graça ao interese do consumidor brasileiro, esta hora, a da volta do ipi, seria oportuno que os industriais continuassem praticando os preços atuais, beneficiando o consumidor, e permitido que esles possam ter bons lucros em ganho de escala, dada as pespectivas, e nivel de poder econômico do consumidor. Certo é que mesmo sem majoração dos preços, mesmo assim os preços ainda estarão maiores ao praticado em muitos outros países, inclisive aos de origem de algumas industrias, lá estão tendo quedas de vendas e até enfretam falta de rentabilidade...... 2 opiniões
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