Crise financeira piora ainda mais as vendas de carros nos EUA
da Efe, em Washington
Os fabricantes de automóveis assistiram, em setembro, à queda generalizada nas vendas nos Estados Unidos em decorrência da crise financeira que atinge o país.
A queda na demanda ultrapassou os dois dígitos para todas as montadoras, mas a Nissan --sexta fabricante nos Estados Unidos em números de vendas-- liderou o ranking, com uma diminuição de 36,8% nas unidades comercializadas.
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A Ford e o grupo Chrysler registraram, respectivamente, quedas de 34% e 33% nas vendas, enquanto as japonesas Toyota e Honda, que até agora vinham se mostrando como as mais resistentes às oscilações do setor, viram as compras de veículos despencar 29,5% e 20,9%.
Com uma retração de 15,8% --abaixo da média de 20%--, a GM (General Motors) conseguiu conter a queda livre pela qual o setor automobilístico dos EUA parece estar passado.
"Setembro foi o segundo mês consecutivo no qual o rendimento da GM foi muito bom em meio às duras condições do mercado", afirmou Mark LaNeve, vice-presidente para Vendas, Serviço e Marketing da fabricante na América do Norte.
LaNeve cifrou em 3% o aumento da fatia de mercado da General Motors entre o segundo e o terceiro trimestre do ano.
Fragilidade
Mas o diretor financeiro da GM, Fritz Henderson, pintou um cenário sombrio para o resto de 2008 e o ano que vem.
O executivo disse que a fragilidade do setor continuará durante o ano que vem, juntamente com as preocupações dos consumidores com a economia e as dificuldades de acesso a créditos para a compra de automóveis.
Apesar de positivos, os números da GM precisam, contudo, ser inseridos em um contexto específico, já que, em setembro, a fabricante lançou um programa de incentivos que estendia aos clientes da marca os mesmos descontos oferecidos aos funcionários.
Por sua vez, a Ford, ao comentar seu desempenho no mês passado, o pior em 2008, também se referiu à atual situação da indústria como frágil.
Jim Farley, vice-presidente para Marketing e Comunicações da companhia, afirmou em um comunicado que "os consumidores e as empresas estão em um momento muito delicado".
"Uma economia frágil, aliada às rígidas condições de crédito, criou uma atmosfera de precaução", disse o executivo.
Incentivo
Para Detroit, a capital do setor automobilístico nos EUA, a receita mais imediata para fazer frente à crise nas vendas parece passar pelo aumento nas promoções.
A GM anunciou novos incentivos em substituição ao programa anterior, que vai ser substituído por descontos de até US$ 5 mil para algumas picapes e outros veículos com tração nas quatro rodas.
A Chrysler também anunciou nesta quarta que, em outubro, vai implementar medidas para aumentar as vendas de modelos 2008. Entre as medidas, o grupo citou descontos de até US$ 6 mil nas picapes Dodge Ram.
Não são só as seis maiores montadoras que estão sofrendo com a crise econômica americana. As marcas alemãs também registraram quedas generalizadas.
A Volkswagen declarou que suas vendas nos EUA caíram 9,4%. Outras fabricantes que comercializaram menos automóveis no país foram a Audi (5,4%), a BMW (29,5%) e a Mercedes Benz (16,4%), além da coreana Hyundai (25%).
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