Turismo interno é saída para enfrentar crise mundial, diz ministro
da Agência Brasil, em Brasília
O ministro do Turismo, Luiz Barretto, disse nesta quinta-feira que o mercado interno brasileiro tem apresentado índices positivos de crescimento e que representa "uma das saídas" para o enfrentamento dos reflexos da crise financeira mundial.
"A gente ainda não tem as dimensões da crise. Ela afeta fundamentalmente o mercado americano e europeu, a gente não sabe como vai atingir o país. Certamente, algum nível de efeito vai ter aqui. O momento é de tranqüilidade, de aguardar, de planejar as ações. Estamos no caminho. Acho que o turismo pode ser beneficiado", disse Barretto em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da EBC Serviços.
"Hoje, o Brasil tem uma grande vantagem em relação a outros países que é o grande mercado interno. Mais de 25 milhões de brasileiros conseguiram entrar no mercado de consumo. Tem muito brasileiro que não conhece o Brasil."
Barretto lembrou que o país tem se recuperado após a falência da companhia aérea Varig, em 2006, que reduziu a oferta de assentos. Segundo ele, o aumento de vôos internacionais também deve facilitar o maior fluxo de turistas estrangeiros no Brasil.
"Recentemente, a TAM confirmou dois vôos diários ao Rio de Janeiro saindo de Miami e de Nova York. A Delta Airlines e a American Airlines também confirmaram vários novos vôos ligando o Brasil ao mercado americano. A grande vantagem é que não está mais concentrado no Rio e em São Paulo", avaliou.
De acordo com o ministro, é a primeira vez que há vôos estrangeiros com partidas e chegadas no Nordeste brasileiro e em cidades como Manaus, Belo Horizonte e Brasília. A expectativa, segundo ele, é chegar a cerca de 150 freqüências internacionais e 30 mil assentos semanais.
"A gente tem tido notícias positivas e o compromisso das companhias de uma grande expansão. Estamos muito esperançosos de aumentar esse fluxo de turistas estrangeiros que hoje está em torno de 5 milhões que já deixam quase US$ 6 bilhões de divisas para o Brasil".
Ao comentar a separação das pastas da Cultura, do Turismo e do Esporte, que antes funcionavam juntas, Barretto classificou a medida de "uma grande conquista", que "colaborou para a melhor organização do setor".
"Estamos trabalhando diretamente com os governadores. Temos a Embratur [Instituto Brasileiro do Turismo] e um Plano Nacional de Turismo que já está na sua segunda versão, com grandes metas. O fundamental é que a gente saiu de uma política de ocasião, de um apêndice de outros ministérios. Independente de quem esteja na cadeira de ministro, tem metas, objetivos e programas que vieram para ficar".
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