Dinheiro
02/10/2008 - 17h19

Miguel Jorge nega falta de crédito para exportadores brasileiros

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) afirmou que não há, nem haverá, falta de crédito para financiar as empresas exportadoras brasileiras. "Até agora não recebi nenhum telefonema pedindo que fosse feito um ACC [contratos de financiamento de exportações] especial de qualquer empresa.", afirmou. "Não haverá nenhum problema de crédito para os ACCs."

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O ministro disse também que as medidas estudadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise no mercado financeiro internacional na economia brasileira serão pontuais.

"Algumas são mais para agora, outras são mais para depois. O governo brasileiro está preparado para tomar medidas na medida em que isso for necessário", afirmou.

Miguel Jorge não comentou a queda da Bolsa e a alta do dólar hoje e os seus impactos no Brasil. Para ele, a crise não se manifestou de forma efetiva no Brasil. "Por enquanto, nós não temos a crise que vocês querem que eu diga que existe", disse aos jornalistas.

No início da semana, o governo informou que estuda linhas especiais de financiamento. Entre as possibilidades está colocar mais dinheiro no Proex (Programa de Financiamento às Exportações) e garantir recursos para ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio), mecanismo que permite às empresas oferecer os dólares que receberão por suas exportações como garantia de empréstimos.

Em relação aos números divulgados hoje pelo IBGE, que mostraram desaceleração da produção industrial, ele atribuiu o fato à base de comparação elevada, ao aumento dos juros e a uma redução de natural demanda.

O ministro participou hoje do lançamento da 2ª Bienal Brasileira de Design, que acontecerá entre 8 de outubro e 5 de novembro em Brasília, e tem como principal objetivo o fortalecimento da Marca Brasil no exterior.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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