Fiat e Gerdau manterão investimento no Brasil apesar da crise financeira
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Fiat América Latina, Cledorvino Belini, e o empresário Jorge Gerdau Johannpeter disseram hoje que manterão os investimentos anunciados no país apesar do agravamento da crise no mercado financeiro internacional.
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Os dois empresários projetam um crescimento acima de 4% para a economia brasileira no próximo ano, abaixo da previsão de 5% do governo e acima da expectativa média de mercado, próxima de 3,5%.
"A Fiat mantém os investimentos que foram anunciados no Brasil", disse o presidente da montadora. A empresa prevê investir R$ 6 bilhões entre 2008 e 2010. A Gerdau, R$ 4 bilhões em três anos.
"Já se fala em crise a mais de um ano e a realidade que nós sentimos é que o mercado continua ativo, vigoroso. Temos um mercado interno forte e as nossas exportações são para países, de modo geral, que não foram afetados. Por enquanto, no nosso setor, não estamos vendo absolutamente nada", disse o presidente da Fiat.
Belini afirmou que a questão da escassez de crédito para investimentos, devido aos problemas nos principais bancos mundiais, ainda não chegou nesse setor.
Disse também que as vendas da montadora vêm crescendo a taxas anuais de 30% nos últimos dois anos (na comparação entre dados de setembro de 2006 a 2008). Devido a essa alta base de comparação, a projeção é de uma elevação de 15% para 2009.
"Se o nosso setor crescer 10%, 15%, é um excelente crescimento. Esse ano já está garantido que vai ser em torno de 24%."
Gerdau
O empresário Jorge Gerdau Johannpeter afirmou que o país já passou por crises bem piores quando as condições econômicas não eram tão boas como as de hoje. Ele citou as reservas internacionais como um instrumento que irá reforçar a posição do Brasil no cenário de crise.
"Já fizemos isso com uma situação financeira difícil, não tendo reserva nenhuma. Quem tem US$ 200 bilhões, tem folga", afirmou.
Gerdau afirmou também que a crise não chegou ao seu setor, apesar da grande presença da empresa nos EUA, onde a empresa só fez 'ajustes' na área de aços especiais.
"O nosso mercado nos EUA é infra-estrutura, não está vinculado à crise do setor habitacional. Então, para nós, o setor de aço como um todo continua com demandas extremamente elevadas e boas", afirmou.
"Dentro do cenário global, nós estamos vivendo ainda, na economia real, uma situação tranqüila."
Os empresários participaram do lançamento da 2ª Bienal Brasileira de Design, que acontecerá entre 8 de outubro e 5 de novembro em Brasília, e tem como principal objetivo o fortalecimento da Marca Brasil no exterior. O evento tem o apoio das duas empresas.
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