Dinheiro
02/10/2008 - 18h27

Petróleo fecha em forte queda com temores sobre demanda

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da Folha Online
da France Presse, em Nova York

Os preços do petróleo caíram quase US$ 5 nesta quinta-feira em Nova York afetados pelos persistentes temores sobre a demanda, em um contexto de muitas incertezas econômicas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro fechou a US$ 93,97, uma queda de US$ 4,56 em relação a quarta-feira, após ter sido negociado entre US$ 93,65 e US$ 100,37.

Em Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento caiu US$ 4,77, encerrando a US$ 90,56.

"É a mesma história desde ao começo da semana: os investidores temem uma forte desaceleração da economia mundial", comentou Adam Sieminski, do Deutsche Bank.

Num momento em que a crise financeira perturba os mercados e afeta a Europa, os operadores temem as conseqüências dos problemas econômicos sobre a demanda de cru. "Se as pessoas estão sem dinheiro, não poderão comprar petróleo", resumiu Sieminski.

"Há a sensação de que uma séria desaceleração econômica está em curso, e que continuará afetando de maneira negativa os preços das matérias-primas", disse por sua vez John Kilduff, da MF Global. "O alarme está soando por todos os lados mundo afora".

Nos Estados Unidos, maior consumidor mundial, a demanda por produtos petroleiros caiu 7,1% nas últimas quatro semanas em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estatísticas do DoE (Departamento de Energia) americano.

Em conseqüência, os analistas da Merrill Lynch reduziram à metade sua estimativa de crescimento da demanda mundial de petróleo em 2009, a 400 mil barris diários.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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