Publicidade

Dinheiro
02/10/2008 - 18h32

Bolsas americanas têm forte queda com dados da economia e pacote

Publicidade

da France Presse, em Nova York
da Folha Online

As Bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta quinta-feira, afetada pela espera da aprovação do plano de resgate financeiro americano, que será votado amanhã pela Câmara dos Representantes (o Senado aprovou o texto nesta quarta-feira), e por temores sobre dados da economia real.

O Dow Jones Industrial Average (DJIA), principal indicador da Bolsa americana, caiu 3,22%, aos 10.482,85 pontos, enquanto o índice Nasdaq, de alto componente tecnológico, retrocedeu 4,48%, para 1.976,72 unidades. O índice ampliado Standard & Poor's 500, por sua vez, caiu 4,03%, terminando a 1.114,28 pontos.

Richard Drew/AP
Índice Dow Jones, principal da Bolsa de NY, recuou com temor sobre aprovação do pacote
Índice Dow Jones, principal da Bolsa de NY, recuou com temor sobre aprovação do pacote

No Brasil, o pânico dos mercados internacionais contaminou as operações da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que fechou em acentuada queda: 7,34%, a 46.145 pontos.

A tensão pressionou os mercados durante toda a sessão. Pela manhã, as Bolsas asiáticas já sinalizavam o desânimo dos investidores com as perspectivas da economia americana. Na Europa, as principais Bolsas também não concluíram o expediente com desempenho melhor. Em Londres, as ações retraíram 1,80% (pelo índice FTSE), enquanto em Frankfurt, a Bolsa local recuou 2,51%.

"O grande momento será a sexta-feira: teremos o relatório mensal sobre o emprego e também saberemos se o plano de resgate será finalmente aprovado pelo Congresso", indicou Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management.

O acordo do Senado da versão modificada do plano não entusiasmou os investidores. Eles esperam ansiosos para saber se a Câmara dos Representantes seguirá o mesmo caminho dos senadores, depois de ter rejeitado a primeira versão do projeto nesta segunda-feira, provocando uma queda histórica de quase 800 pontos do Dow Jones.

Antes da abertura, os investidores examinarão o relatório mensal sobre o emprego nos Estados Unidos, que segundo analistas deve mostrar um agravamento da situação do mercado de trabalho.

Hoje, o aumento dos pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA, com 497 mil casos --nível mais alto em sete anos-- influenciou a queda da Bolsa na abertura do pregão. Mais tarde, pesou a queda das encomendas às indústrias, que registraram a pior queda nos últimos dois anos: um declínio de 4% em agosto ante um incremento de 0,7% em julho.

Em um dia difícil, os valores relacionados à energia e às matérias-primas foram particularmente afetados, enquanto a economia se desacelera, segundo Blicksilver. Os fundos especulativos, que ganharam muito investindo em papéis ligados a agricultura, metais e fertilizantes, venderam seus títulos a longo prazo, generalizando uma atmosfera negativa no setor, explicou o analista.

Os preços do petróleo fecharam em queda mais uma vez nesta quinta-feira em Nova York, caindo abaixo dos US$ 94.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4392)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca