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Dinheiro
03/10/2008 - 09h38

Oferta de empregos nos EUA tem maior queda em cinco anos e meio; pessimismo cresce

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da Folha Online

Atualizado às 9h54

O mercado de trabalho dos Estados Unidos sofreu mais um mês de declínio na oferta de empregos, tornando a recessão um cenário cada vez mais difícil de desconsiderar. O dado se junta a outros indicadores ruins divulgados ao longo da semana, usados como argumento pelo presidente George W. Bush para pedir urgência na aprovação do pacote anticrise que tramita do Congresso do país. Ontem, os números sobre auxílio-desemprego e atividade da indústria derrubaram os mercados financeiros.

Segundo divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho, foram eliminadas 159 mil vagas no país em setembro, marcando o nono mês consecutivo de perda de postos de trabalho no país. Trata-se da maior queda desde março de 2003. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 6,1%, mesma de agosto.

Segundo o departamento, a oferta de empregos continuou a cair nos setores de construção, manufaturas e comércio varejista. Nos setores de mineração e cuidados de saúde, no entanto, houve contratações no mês passado.

O número de pessoas desempregadas no país ficou em cerca de 9,5 milhões, praticamente estável em relação a agosto. Nos 12 meses até setembro, o número de desempregados no país cresceu em 2,2 milhões e a taxa de desemprego cresceu em 1,4 ponto percentual.

Charles Dharapak/AP
Bush disse que o crédito está congelado e pediu para Câmara aprovar o pacote
Bush disse que o crédito está congelado e pediu para Câmara aprovar o pacote

Durante encontro com dirigentes de pequenas e médias empresas ontem, Bush afirmou que o financiamento para os pequenos negócios está praticamente congelado e que é necessário que a Câmara aprove o pacote de resgate econômico.

"O crédito está congelado. As pessoas não estão conseguindo empréstimos de bancos e os bancos não estão emprestando para as médias e pequenas empresas. Isso significa que os empregos das pessoas estão em risco", disse.

Dados ruins

Outros dados sobre a economia americana divulgados nesta semana corroboram para um cenário de recessão. Ontem, o departamento informou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA atingiu a marca de 497 mil na semana encerrada no dia 27 de setembro, a maior desde a semana encerrada em 29 de setembro de 2001.

O número de pessoas recebendo auxílio-desemprego há pelo menos duas semanas ficou em 3,591 milhões, um aumento de 48 mil na semana encerrada no dia 20 de setembro (data da leitura mais disponível). Foi o maior número desde setembro de 2003. Números acima de 400 mil nos pedidos do benefício são vistos pelos economistas como sinal de economia à beira da recessão, ou já passando por uma.

O desempenho da indústria, por sua vez, também foi desanimador: as encomendas às indústrias americanas tiveram queda de 4% em agosto, após alta de 0,7% em julho. Foi a maior queda desde outubro de 2006, quando houve retração de 4,8%.

Na quarta-feira, foi anunciado que a atividade manufatureira registrou contração em setembro, segundo o índice ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês). O indicador ficou em 43,5 pontos no mês passado, contra 49,9 em julho. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade; acima desse patamar, indicam expansão. Abaixo de 41, indicam recessão.

Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta quinta trechos do estudo "World Economic Outlook", em que informa que a turbulência financeira iniciada no ano passado, causada pelos problemas no segmento de hipotecas "subprime" (de maior risco) nos EUA, se tornou uma "crise intensa" e deve atingir duramente a economia dos EUA, onde ela é mais sentida. De acordo com a pesquisa, a "reviravolta da conjuntura dos EUA pode ser mais violenta e pode evoluir para uma recessão".

Pacote

O governo tenta evitar um agravamento da crise com um pacote de US$ 850 bilhões, dos quais US$ 700 bilhões seriam destinados a comprar títulos "podres" (papéis cujo resgate é muito improvável --e, conseqüentemente, sob risco muito alto de calote). O pacote foi aprovado na quarta-feira (1º) pelo Senado, dois dias depois de ter sido rejeitado na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), para onde volta hoje, para ser novamente votado [e, possivelmente, aprovado].

Outros US$ 150 bilhões virão na forma de benefícios fiscais para a classe média, pequenos empresários e famílias vítimas de acidentes naturais. O item, que não constava na proposta original do Departamento do Tesouro, foi acrescentada pelo Senado a fim de convencer os deputados que rejeitaram a medida na segunda-feira (29).

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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