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Dinheiro
04/10/2008 - 12h06

Brown propõe fundo de US$ 21,3 bi para atenuar crise financeira

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da Efe, em Londres
da Folha Online

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, vai propor neste sábado (4) a criação de um fundo europeu de 12 bilhões de libras (US$ 21,3 bilhões) para ajudar pequenas empresas a enfrentarem a crise financeira.

Brown fará a proposta na reunião deste sábado, em Paris, com os líderes de quatro países europeus do G8 (Alemanha, França, Itália e Reino Unido). "Estamos vendo que, à parte das medidas nacionais que estamos tomando, há problemas globais, como o petróleo e a crise do crediário, que precisam de soluções globais", disse Brown, antes de viajar para Paris.

Veja os efeitos sobre a Europa da crise financeira nos EUA

"Portanto, vou propor hoje aos líderes com os quais me reunirei em Paris que trabalhemos juntos para limpar o sistema [financeiro], tanto nos Estados Unidos como na Europa, onde houve problemas", ressaltou o primeiro-ministro.

"Também vou propor um fundo de 12 bilhões de libras para que as pequenas empresas de nosso país e o resto da Europa possam obter dinheiro de forma imediata e continuar contratando pessoas e fornecendo serviços", disse.

Brown defenderá ainda a fixação de "um calendário de reuniões internacionais para determinar as mudanças que serão promovidas nessas aéreas [do sistema financeiro], que até agora eram fechadas e não transparentes".

O encontro deste sábado foi organizado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que receberá, no Palácio do Eliseu, Angela Merkel (Alemanha), Gordon Brown (Reino Unido) e Silvio Berlusconi (Itália).

Também participarão da reunião os presidentes da Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE), do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do Eurogrupo (que reúne os ministros de Finanças dos países da zona do euro), Jean-Claude Juncker.

Confronto

Os preparativos para a reunião de Paris foram marcados pela divergência entre os participantes, especialmente sobre a idéia de um fundo europeu para salvar o setor bancário de cerca de 300 bilhões de euros, que foi rapidamente desprezada diante da oposição, sobretudo, de Merkel.

Neste sábado, após encontro com Sarkozy, o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que a Europa deve adotar uma postura coordenada sobre a crise financeira e países não deveriam mostrar sinais de ação isoladamente.

Nesta sexta-feira, Jean-Claude Trichet disse que a zona do euro vive um momento de "crescimento desacelerado e corre um sério risco de que a situação seja ainda pior". Sobre o plano conjunto, ele disse que as instituições da UE não são adaptadas para lançar um plano de socorro ao sistema bancário a exemplo dos Estados Unidos.

"Um plano similar ao anunciado pelo governo americano não corresponde à estrutura política da Europa", disse o o francês durante entrevista à imprensa. Segundo ele, a União Européia "não tem orçamento federal".

O presidente da Comissão Européia, o órgão executivo da UE, José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta semana que é essencial que o bloco europeu enfrente a crise financeira de maneira coordenada.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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