Publicidade

Dinheiro
04/10/2008 - 15h22

Líderes europeus planejam punição a dirigentes de bancos relacionados a crise

Publicidade

da France Presse, em Paris
da Folha Online

Os líderes das principais economias européias, França, Alemanha, Itália e Reino Unido, se comprometeram a ajudar as instituições financeiras em dificuldades. Entretanto, querem punição para dirigentes dessas empresas. O anúncio foi feito neste sábado (4), depois de reunião realizada em Paris.

Veja os efeitos sobre a Europa da crise financeira nos EUA

Os chefes de Estado ou governo destes países desejam realizar uma reunião internacional o mais rápido possível para revisar as regras do capitalismo financeiro, segundo afirmou o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

O presidente francês disse ainda que, no caso de apoio dos poderes públicos a um banco em dificuldades, os quatro países "se comprometem a que os dirigentes das instituições que fracassaram sejam punidos".

"Em caso de apoio público a um banco em dificuldades, cada Estado membro presente nesta reunião se compromete a que os dirigentes que fracassaram sejam punidos e que os acionistas compartilhem igualmente o peso da intervenção", declarou.

A respeito de outras iniciativas, Sarkozy --presidente em exercício da UE (União Européia)-- afirmou que "a Comissão Européia terá que provar sua flexibilidade na aplicação das regras em matéria de ajuda estatal às empresas, assim como nos princípios do mercado único". Sarkozy disse ainda que "a aplicação do pacto [europeu] de estabilidade e crescimento devem refletir as circunstâncias excepcionais nas quais nos encontramos".

Cenário

A reunião, convocada pelo presidente francês, teve como participantes a chanceler alemã, Angela Merkel, e os primeiros-ministros britânico, Gordon Brown, e italiano, Silvio Berlusconi.

Os preparativos para a reunião de Paris foram marcados pela divergência entre os participantes, especialmente sobre a idéia de um fundo europeu para salvar o setor bancário de cerca de 300 bilhões de euros, que foi rapidamente desprezada diante da oposição, sobretudo, de Merkel. Ao final da reunião, a idéia acabou mesmo não vingando.

Neste sábado, após encontro com Sarkozy, o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que a Europa deve adotar uma postura coordenada sobre a crise financeira e países não deveriam mostrar sinais de ação isoladamente.

Nesta sexta-feira, Jean-Claude Trichet disse que a zona do euro vive um momento de "crescimento desacelerado e corre um sério risco de que a situação seja ainda pior".

O presidente da Comissão Européia, o órgão executivo da UE, José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta semana que é essencial que o bloco europeu enfrente a crise financeira de maneira coordenada.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4392)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca