Dinheiro
06/10/2008 - 08h14

Mercados ignoram pacotes de ajuda e Bolsas européias caem

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da Folha Online

Os mercados parecem ignorar as iniciativas dos Estados Unidos e da União Européia em socorrer seus sistemas financeiros e operam em baixa nesta segunda-feira. Entre os investidores prevalecem as incertezas sobre os efeitos das medidas sobre a economia mundial.

Ás 8h00 (em Brasília), a Bolsa de Londres caia 3,03%, indo para 4,722.84 pontos; a Bolsa de Paris (CAC 40) recuava 5,54%, indo para 3.854,75; a Bolsa de Frankfurt (DAX) afundava 5,12%, em 5.500,18 pontos; já a Bolsa de Madri tinha retração de 4,48% do índice geral, aos 1.169,97 pontos, enquanto em Milão (Mibtel), os negócios diminuíram 5,50%, para 18.513,00 pontos.

Na Ásia, as Bolsas fecharam em forte queda na primeira reação das bolsas asiáticas depois da aprovação do plano de resgate de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo dos Estados Unidos no Congresso. Em Hong Kong, a redução foi de 4,97%; na Austrália, o mercado caiu 3,36%; na Coréia do Sul, a retração foi de 4,29%; a maior queda da região era da Bolsa de Jacarta (Indonésia), de 10,03%. Em Xangai (China), a Bolsa voltou a funcionar após uma semana fechada devido a feriados, e recuou 5,23%.

Após a expectativa sobre o pacote dos EUA na semana passada e aprovação do pacote, o fim de semana foi agitado na Europa. O governo da Alemanha anunciou ontem (5) um plano para resgatar o banco Hypo Real Estate (o segundo maior provedor de hipotecas do país) que estava prestes a quebrar.

Veja os efeitos sobre a Europa da crise financeira nos EUA

Com esta segunda tentativa de resgate em apenas uma semana, a Alemanha abandonou sua posição de relativa passividade frente à crise. O risco de que a Alemanha sofresse uma fuga de capital em direção à Irlanda, como a que ocorreu no Reino Unido, fez o governo mudar abandonar a via da consolidação orçamentária como o máximo preceito a ser seguido.

Segundo fontes das negociações, o governo alemão e bancos privados fecharam um pacote de ajuda ao Hypo Real Estate no valor de 50 bilhões de euros (cerca de US$ 69 bilhões ou R$ 141,3 bilhões).

França, Alemanha, Reino Unido e Itália também informaram no sábado (4) que impedirão falências bancárias e definiram as bases para uma coordenação dos governos europeus, que também atuarão separadamente e colocarão em prática seus próprios métodos para evitar as falências.

Além disso, o banco francês BNP Paribas chegou a um acordo para obter o controle das atividades bancárias do banco belgo-holandês Fortis na Bélgica e em Luxemburgo. Apresentado pelo primeiro-ministro belga, Yves Leterme, o negócio dá ao grupo francês 75% do Fortis na Bélgica e 67% em Luxemburgo. Os Estados manterão as ações restantes do banco em seus países

A Bélgica receberá, em troca, novas ações do banco no valor de 8,25 bilhões de euros, o que transformará o Estado no acionista majoritário do grupo francês, com 11,7%, segundo confirmou a entidade francesa. Já Luxemburgo obteria 1,4% do capital da entidade.

A cotação do Fortis --cujos títulos são negociados nas Bolsas de Valores de Bruxelas e Amsterdã-- será suspensa nesta segunda-feira, anunciou a autoridade reguladora belga, para permitir aos mercados avaliar a abrangência do pacto.

Comentários dos leitores
José Alberto (216) 28/11/2009 14h13
José Alberto (216) 28/11/2009 14h13
Gente eu não conheço muito bem os mercados que envolvem muito dinheiro, mas uma coisa eu tenho certeza pois aqui no BRASIL quando se fala que não há problema algum monetario corram ou saiam debaixo, pois ai com governo faderal no meio tudo pode acontecer até assalto am suas poupanças, então corram no hsbc e retire a moeda de vcs senão já era, lembram-se dos precatorios e collor...corram já... sem opinião
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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