Mercados ignoram pacotes de ajuda e Bolsas européias caem
da Folha Online
Os mercados parecem ignorar as iniciativas dos Estados Unidos e da União Européia em socorrer seus sistemas financeiros e operam em baixa nesta segunda-feira. Entre os investidores prevalecem as incertezas sobre os efeitos das medidas sobre a economia mundial.
Ás 8h00 (em Brasília), a Bolsa de Londres caia 3,03%, indo para 4,722.84 pontos; a Bolsa de Paris (CAC 40) recuava 5,54%, indo para 3.854,75; a Bolsa de Frankfurt (DAX) afundava 5,12%, em 5.500,18 pontos; já a Bolsa de Madri tinha retração de 4,48% do índice geral, aos 1.169,97 pontos, enquanto em Milão (Mibtel), os negócios diminuíram 5,50%, para 18.513,00 pontos.
Na Ásia, as Bolsas fecharam em forte queda na primeira reação das bolsas asiáticas depois da aprovação do plano de resgate de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo dos Estados Unidos no Congresso. Em Hong Kong, a redução foi de 4,97%; na Austrália, o mercado caiu 3,36%; na Coréia do Sul, a retração foi de 4,29%; a maior queda da região era da Bolsa de Jacarta (Indonésia), de 10,03%. Em Xangai (China), a Bolsa voltou a funcionar após uma semana fechada devido a feriados, e recuou 5,23%.
Após a expectativa sobre o pacote dos EUA na semana passada e aprovação do pacote, o fim de semana foi agitado na Europa. O governo da Alemanha anunciou ontem (5) um plano para resgatar o banco Hypo Real Estate (o segundo maior provedor de hipotecas do país) que estava prestes a quebrar.
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Com esta segunda tentativa de resgate em apenas uma semana, a Alemanha abandonou sua posição de relativa passividade frente à crise. O risco de que a Alemanha sofresse uma fuga de capital em direção à Irlanda, como a que ocorreu no Reino Unido, fez o governo mudar abandonar a via da consolidação orçamentária como o máximo preceito a ser seguido.
Segundo fontes das negociações, o governo alemão e bancos privados fecharam um pacote de ajuda ao Hypo Real Estate no valor de 50 bilhões de euros (cerca de US$ 69 bilhões ou R$ 141,3 bilhões).
França, Alemanha, Reino Unido e Itália também informaram no sábado (4) que impedirão falências bancárias e definiram as bases para uma coordenação dos governos europeus, que também atuarão separadamente e colocarão em prática seus próprios métodos para evitar as falências.
Além disso, o banco francês BNP Paribas chegou a um acordo para obter o controle das atividades bancárias do banco belgo-holandês Fortis na Bélgica e em Luxemburgo. Apresentado pelo primeiro-ministro belga, Yves Leterme, o negócio dá ao grupo francês 75% do Fortis na Bélgica e 67% em Luxemburgo. Os Estados manterão as ações restantes do banco em seus países
A Bélgica receberá, em troca, novas ações do banco no valor de 8,25 bilhões de euros, o que transformará o Estado no acionista majoritário do grupo francês, com 11,7%, segundo confirmou a entidade francesa. Já Luxemburgo obteria 1,4% do capital da entidade.
A cotação do Fortis --cujos títulos são negociados nas Bolsas de Valores de Bruxelas e Amsterdã-- será suspensa nesta segunda-feira, anunciou a autoridade reguladora belga, para permitir aos mercados avaliar a abrangência do pacto.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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