Dinheiro
06/10/2008 - 10h16

Com férias coletivas, Fiat diminuirá em 13% produção de carros em Betim

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Cerca de 1.700 funcionários da Fiat --de um total de 15 mil-- entrarão em férias coletivas a partir do próximo dia 13, na unidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a empresa, a parada reduzirá em 13% a produção de automóveis na unidade, que está em 70 mil carros por mês, e deve durar entre 10 e 20 dias.

A General Motors do Brasil anunciou no sábado que vai parar a produção de algumas linhas e conceder férias coletivas para mais de 12 mil funcionários nas três unidades de São Paulo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fiat, a parada parcial será utilizada para "administrar a produção", após a fábrica em Betim trabalhar em seu "limite da capacidade" para atender a demanda por veículos novos da marca no país.

"Vamos aproveitar para fazer ajustes na linha para aumentar a capacidade de produção da unidade", afirmou a assessoria.

Segundo a empresa, não há previsão de demissões por conta da redução de vendas de carros no Brasil, devido, principalmente, ao aumento das taxas de crédito. A assessoria informou que o cenário é positivo, tanto que "foram contratados 300 funcionários no mês passado".

A unidade em Betim possui quatro linhas de produção, que trabalham em três turnos. As férias coletivas atingirão apenas dois turnos de uma linha.

GM

A General Motors vai paralisar a produção entre 20 de outubro e 2 de novembro para cerca de 2.000 funcionários da unidade de São José dos Campos e para todos os 10.000 em São Caetano. Em Mogi das Cruzes, a medida vai atender parte dos cerca de 800 funcionários.

Em São José, serão paralisadas as linhas de produção do Corsa, Zafira e Montana e na Powertrain. Em São Caetano param a produção de Corsa, Vectra e Astra. A unidade de Gravataí (RS), por enquanto, mantém a produção. Lá são feitos Prisma e Celta, por exemplo.

Crise

Os fabricantes de automóveis assistem à queda generalizada nas vendas nos Estados Unidos em decorrência da crise financeira que atinge o país.

A Ford e o grupo Chrysler registraram, respectivamente, quedas de 34% e 33% nas vendas, enquanto as japonesas Toyota e Honda, que até agora vinham se mostrando como as mais resistentes às oscilações do setor, viram as compras de veículos despencar 29,5% e 20,9%.

Com uma retração de 15,8%, a GM vendeu um total de 284 mil unidades nos EUA, contra 337.640 de um ano atrás.

Por lá, o diretor financeiro da GM, Fritz Henderson, pintou um cenário sombrio para o resto de 2008 e o ano que vem, por conta da falta de crédito ao consumidor no país.

O principal fabricante de automóveis anunciou em julho que tem como objetivo reduzir seus custos globais em US$ 10 bilhões. Entre as medidas, a montadora desistiu de patrocinar a entrega dos prêmios Emmy e Oscar de 2009, após contabilizar US$ 15,5 bilhões de perdas no segundo trimestre do ano.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca