Dinheiro
06/10/2008 - 10h23

Bovespa despenca 10,09% e negócios são suspensos; dólar dispara 5,9%

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) despenca mais de 10% já nos primeiros negócios desta segunda-feira. O mecanismo do circuit-breaker, que paralisa os negócios para evitar oscilações ainda mais bruscas, foi acionado às 10h19. A aprovação do pacote anticrise dos EUA na sexta-feira trouxe pouco alívio para os mercados financeiros. A piora da situação dos bancos europeus, também afetados pelos problemas dos créditos "subprimes", agrava o mau humor dos investidores.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, retrocede 10,09% e desce para os 40.278 pontos. Na sexta-feira, a Bovespa fechou em queda de 3,53%.

O dólar comercial é cotado a R$ 2,168 na venda, o que representa uma disparada de 5,96% sobre a cotação de sexta-feira.

Frank Rumpenhorst/Efe
As Bolsas européias despencaram após as notícias sobre o banco alemão HRE
As Bolsas européias despencaram após as notícias sobre o banco alemão HRE

As Bolsas asiáticas e européias já acusaram o pessimismo dos mercados com a crise econômica global. Em Tóquio, a Bolsa local fechou em queda de 4,25% enquanto o mercado de Hong Kong perdeu 4,97%. Na Europa, a Bolsa de Londres opera em baixa de 4,89% enquanto a Bolsa de Frankfurt cede 5,24%.

Ontem, o governo alemão e bancos privados fecharam um acordo para salvar o banco alemão especializado em hipotecas Hypo Real Estate (HRE), com uma injeção de capital da ordem de US$ 69 bilhões. O banco europeu, como adiantavam há semanas a imprensa especializada, estava à beira da quebra.

Europa

Com esta segunda tentativa de resgate em apenas uma semana, a Alemanha abandonou sua posição de relativa passividade frente à crise. O risco de que a Alemanha sofresse uma fuga de capital em direção à Irlanda, como a que ocorreu no Reino Unido, fez o governo mudar abandonar a via da consolidação orçamentária como o máximo preceito a ser seguido.

França, Alemanha, Reino Unido e Itália também informaram no sábado (4) que impedirão falências bancárias e definiram as bases para uma coordenação dos governos europeus, que também atuarão separadamente e colocarão em prática seus próprios métodos para evitar as falências.

Além disso, o banco francês BNP Paribas chegou a um acordo para obter o controle das atividades bancárias do banco belgo-holandês Fortis na Bélgica e em Luxemburgo. Apresentado pelo primeiro-ministro belga, Yves Leterme, o negócio dá ao grupo francês 75% do Fortis na Bélgica e 67% em Luxemburgo. Os Estados manterão as ações restantes do banco em seus países

A Bélgica receberá, em troca, novas ações do banco no valor de 8,25 bilhões de euros, o que transformará o Estado no acionista majoritário do grupo francês, com 11,7%, segundo confirmou a entidade francesa. Já Luxemburgo obteria 1,4% do capital da entidade.

A cotação do Fortis --cujos títulos são negociados nas Bolsas de Valores de Bruxelas e Amsterdã-- será suspensa nesta segunda-feira, anunciou a autoridade reguladora belga, para permitir aos mercados avaliar a abrangência do pacto.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
sem opinião
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Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h43
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h43
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
sem opinião
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Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h42
Henrique Silva (181) 28/11/2009 00h42
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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